Você tem assuntos urgentes para resolver no banco? É bom adiantar o que puder, porque a partir de terça-feira (30/9) os bancários entrarão em greve. Na noite desta quinta-feira (25 ), foi feita uma reunião do Sindicato dos Bancários de Blumenau no Grande Hotel, onde foi decidida a adesão, seguindo orientação do Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT.

Na sexta-feira (19), a FENABAN – Federação Nacional dos Bancos tinha apresentado uma proposta, mas foi considerada insuficiente, tanto na questão econômica, quanto social. Propuseram 7% de reajuste e rejeitaram as principais demandas sociais, como preservação do emprego, fim da rotatividade, melhores condições de trabalho, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais segurança e igualdade de oportunidades. Na segunda-feira (29), serão feitas assembleias organizativas da paralisação.
As principais reivindicações dos bancários são:
- Reajuste salarial de 12,5%;
- PLR: três salários mais parcela adicional de R$ 6.247;
- 14º salário;
- Vales alimentação, refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional);
- Gratificação de caixa: R$ 1.042,74;
- Gratificação de função: 70% do salário do cargo efetivo;
- Vale-cultura: R$ 112,50 para todos;
- Fim das metas abusivas;
- Combate ao assédio moral;
- Isonomia de direitos para afastados por motivo de saúde;
- Manutenção dos planos de saúde na aposentadoria;
- Emprego: fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, proibição às dispensas imotivadas como determina a Convenção 158 da OIT, aumento da inclusão bancária e combate às terceirizações;
- Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários;
- Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós;
- Prevenção contra assaltos e sequestros: cumprimento da Lei 7.102/83 que exige plano de segurança em agências e PABs, garantindo pelo menos dois vigilantes durante todo o horário de funcionamento dos bancos; instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento das agências; e fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários;
- Igualdade de oportunidades para todos, pondo fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).
Fonte: Contraf-CUT