quinta-feira, 9 dezembro 2021
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Presidente do Sinditac fala sobre a paralisação dos caminhoneiros na segunda (1/11)

Confira os vídeos da entidade que representa profissionais do Vale do Itajaí e do presidente Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores.

No início da tarde desta sexta-feira (29/10/21), o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas de Navegantes e Região (Sinditac) encaminhou ofícios para a Polícia Militar e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), informando sobre uma paralisação da categoria no dia 1º de novembro, segunda-feira.

A concentração será na frente do Posto Mime, localizado no Km 3 da BR-470, em Navegantes (SC). Conforme o ofício divulgado pelo sindicato catarinense, não há prazo para terminar a paralisação. Vanderlei de Oliveira disse que no total são 16 reivindicações da categoria e a paralisação sempre é a última alternativa, quando não houve outra forma de resolver os entraves.

Os profissionais irão aderir a uma mobilização nacional cuja pauta não está vinculada somente ao aumento dos combustíveis. Mas é claro que é um item que pesa diretamente nos custos do seu trabalho. Por isso defendem o fim do Preço de Paridade da Importação (PPI), que causa esses aumentos ao vincular o valor final da gasolina, diesel e gás, ao preço internacional do barril de petróleo pago em dólar.

A classe também pede o retomo da aposentadoria especial aos 25 anos de contribuição do INSS. A categoria pede a constitucionalidade do piso mínimo de frete que está parada no Supremo Tribunal de Justiça (STF) e só deve ser votado em fevereiro. “Hoje muitas empresas carregam com o transportador autônomo, mas não pagam a tabela mínima de frete. Quando eles entram na justiça, o processo trava porque não foi julgado pelo supremo. É como se a Lei que conseguimos aprovar em 2018 não existisse. Queremos que seja julgada e aplicada”, defende Oliveira.

Outro problema, tem sido os veículos com 11 eixos que transportam aproximadamente 91 toneladas, equivalente a três carretas normais. “Esse tipo de veículo tira de circulação o trabalho de outros caminhões e afeta desta forma o segmento de transporte de cargas”, destaca o presidente do Sinditac.

Entre a pauta de reivindicações, também está a maior fiscalização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para que seja cumprida o que determina a lei que estabelece a jornada de trabalho dos motoristas autônomos e celetistas.

O Sinditac, de acordo com Oliveira, pelo CNJP do sindicato, representa cerca de 600 transportadores autônomos que abrangem 34 municípios, desde Araquari até Tijucas, e no Vale do Itajaí, chega até Rodeio, mas não inclui a cidade de Itajaí.

Na sexta-feira (29), houve uma reunião com representantes da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), da Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de São Paulo (FTTRESP), da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava).

“Essa greve não é só dos caminhoneiros, é do povo brasileiro. É você que tem carro, que tem que comprar gás e não tá conseguindo, a energia elétrica também vai disparar. Precisamos dar um jeito nisso” disse Antonio Neto, presidente da CSB, conforme publicação da Revista Forum.

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