domingo, 5 dezembro 2021
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Montadora no Brasil faz pesquisas para produzir carros com energia solar

Foto: divulgação

 

Por Marquezan Araújo

Ao longo dos anos, a indústria brasileira passa por constantes evoluções, com o intuito de agilizar as atividades e promover a competitividade entre as empresas. As novas ideias agregadas ao setor são notadas, principalmente, nas tecnologias modernas, como a indústria 4.0.

Também conhecido como a 4ª Revolução Industrial, o movimento, que já pode ser observado em países desenvolvidos, se torna cada vez mais presente no Brasil.

Uma das áreas que já tem a indústria 4.0 inserida nos processos de produção é o setor automobilístico. No Brasil, a referência é a Fiat Chrysler Automobiles (FCA). Na fábrica localizada em Betim (MG), por exemplo, a empresa adota um avançado mecanismo tecnológico que coopera para uma maior produtividade e mais eficiência na produção dos carros.

Entre os projetos de inovação elaborados pela Fiat, está uma pesquisa denominada Girassol. A ideia é aplicar a energia solar como fonte de energia elétrica nos veículos, reduzindo o consumo de combustível e, consequentemente, a emissão de gases, em especial o carbono.

O supervisor de Inovação da FCA e responsável pelo projeto, Toshizaemom Noce, explica que a meta é fabricar um carro que use dois modelos de geração de energia.

“Então, na verdade, quando você está gastando energia elétrica, você está gastando combustível. Mas a gente viu que dava para colocar energia solar no carro. Então, a ideia do projeto é colocar duas fontes de energia, não só do combustível, mas também energia solar.”

Como normalmente as placas de energia solar são muito pesadas e poderiam comprometer o desempenho do carro, a solução que a Fiat encontrou foi usar células fotovoltaicas orgânicas. O produto lembra um antigo filme fotográfico, e é de fácil aplicação em qualquer superfície do veículo.

Na Fiat Chrysler Automobiles, a inovação por meio da indústria 4.0 também está interessada em dar melhores condições de trabalho aos funcionários da empresa. Um dos itens mais importantes é o IC.IDO – uma linha de montagem virtual, idêntica a real.

Segundo o especialista em Simulação Virtual, Marcelo Lima, o software foi criado com o intuito de facilitar a tomada de decisões, com foco na segurança, qualidade e ergonomia dos processos.

“Com isso, a gente acaba buscando algumas soluções como o exoesqueleto, se por ventura aquela linha necessita de uma flexão de membro, inferior ou superior.”

O exoesqueleto citado por Marcelo é outro mecanismo utilizado pela montadora e visa conforto e qualidade para o trabalhador. O mecanismo, segundo a equipe técnica, é essencial para a saúde do operador na linha de montagem, já que o aparelho reduz o esforço da coluna lombar, ombros e membros inferiores.

O operador Diovane Sousa conta que sentiu a diferença a partir do momento que passou a usar o exoesqueleto.

“Eu não preciso mais curvar para visualizar o pino onde eu faço a fixação da tranca do capô. Hoje, fazendo a metade da minha atividade sentado, eu consigo visualizar o pino certinho.”

A FCA é a primeira empresa na América Latina a utilizar essa tecnologia. Além disso, a unidade produtiva dos motores da Fiat Chrysler Automobiles também foi pioneira na utilização do robô colaborativo. Essas máquinas são instaladas na operação de montagem do kit corrente do motor do veículo. Segundo a FCA, o robô colaborativo é essencial para o abastecimento de diferentes peças em um único ponto, o que diminuiu o trabalho do operador e torna a operação de montagem das peças mais eficiente.

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