segunda-feira, 25 outubro 2021
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Público se emociona com depoimento da mãe de Bianca Wachholz, que presenciou o assassinato da filha

 

 

Fotos: OBlumenauense

Desde às 10h desta quarta-feira (23/10/19) acontece o julgamento de Everton Balbinott, acusado pelo assassinato da artista plástica Bianca Wachholz. O crime aconteceu em julho de 2018, quando o réu invadiu a casa dos pais da vítima, e perante a mãe, disparou um tiro fatal em Bianca, que morreu na hora.

O plenário do Fórum de Blumenau ficou lotado, com a família e amigos da vítima, além dos pais de Everton. Populares fizeram fila do lado de fora, aguardando o surgimento de alguma vaga pra conseguir entrar.

O Tribunal do Júri é presidido pela juíza substituta Cibelle Beltrame, e o corpo de jurados, formado por 5 mulheres e 2 homens. Se os jurados acolherem o pedido da acusação, a pena de Everton pode ser de 12 a 30 anos de reclusão em regime fechado.

 

Advogados de defesa e o réu Everton Balbinott

 

No início da sessão, o advogado de defesa do réu, Jeremias Felsky, pediu a suspensão do julgamento alegando que ainda existem dois processos relacionados ao caso que tramitam no Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) com decisões liminares e não definitivas. Ele alegou que havia o sob da sessão ser anulada. Mas o Ministério Público se manifestou contrário à solicitação e a juíza indeferiu o pedido.

Pela manhã foram ouvidas as testemunhas e os informantes de acusação. A primeiro testemunha de acusação, Júlia Gonçalves, amiga de Bianca, relatou o ciúme do ex-namorado além de ter o controle das contas de redes sociais da vítima. A segunda testemunha, foi a médica Fernanda Vaz, conhecida de Bianca há cerca de 5 meses, depois que fizeram um curso de empreendedorismo juntas.

A terceira testemunha de acusação foi na Nashara Nogueira Filiponi da Paz, amiga de Bianca há 20 anos, e que relatou episódios de violência, e agressões como socos, estrangulamento e um corte na mão. Depois entrou o vizinho da família, Dirceu Carlos, relatando o que ouviu no dia do crime.

 

Pai e mãe de Bianca sendo abraçados por amigos e pelo advogado que presta assistência a acusação.

 

O público se emocionou com no depoimento de Sonia Lima, mãe de Bianca, que falou na condição de testemunha. Ela disse que tratava Everton como um filho, e antes de encerrar, pediu que ele a olhasse nos  olhos. O réu permaneceu o tempo todo de cabeça baixa.

O Ministério Público, representado por Odair Tramontin, acusa Everton de homicídio triplamente qualificado, em razão do motivo torpe, utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima e feminicídio, matar em razão da violência contra mulher.

O réu entrou sem algemas para prestar depoimento às 14h32min. O homem acusado de assassinar Bianca, disse que se arrependia do crime, e não é o monstro que as pessoas pensam, mas um ser humano, trabalhador e honesto. Ao ser questionado pelos advogados de defesa se estava arrependido do que fez, disse que é o mínimo que pode fazer, e jamais tinha a intenção de matá-la. Mas ao ser questionado pela acusação, preferiu permanecer em silêncio.

O promotor de justiça, Odair Tramontin, mostrou um áudio que Bianca enviou um amigo, onde aparecem as ameaças sofridas pelo ex-namorado. A mensagem cita que Everton teria colocado uma arma em sua cabeça.

O advogado de acusação, Alexandre Roberto Mana, apresentou áudios e conversas de WhatsApp, entre Everton e Bianca, relatando uma série de violências e ameaças antes dele praticar o homicídio. Minutos antes de invadir a casa dos pais de Bianca, ele mandou um áudio dizendo que se ela não estivesse em casa, ele iria entrar e “pipocar” sua mãe.

O promotor de Justiça encerrou a sustentação oral da acusação. A sessão foi suspensa por alguns minutos e retomada por volta das 17h40min. O advogado de defesa, Jeremias Felsky, que tinha mais 1h30min, alegou emoção do réu na hora de cometer o crime, com a intenção de conseguir uma redução na pena.

A defesa alega a tese de que Everton tem transtornos mentais, e que no dia do fato, estaria no ápice de uma crise. Felsky também lembrou de que foram realizados pedidos de “higidez mental” por duas vezes, mas negados. O julgamento continua e iremos atualizar as informações.

O Blumenauense
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