Prefeitura mantém venda do Frohsin, desde que comprador reconstrua a fachada original

Reuniao-Prefeito_Secretario-turismo

Uma reunião realizada agora pela manhã no gabinete do prefeito Napoleão Bernardes definiu os passos que a Administração Municipal dará para a recuperação do espaço do Frohsinn. A Prefeitura já obteve as plantas originais do imóvel e agregará ao edital de venda do imóvel a obrigatoriedade de reconstrução com respeito à fachada e manutenção do espaço visual com acesso ao público através do mirante. Os móveis que haviam no restaurante estão guardados em um depósito da Prefeitura e não se perderam no incêndio. Até o final do mês de outubro, o projeto de lei para autorização da venda do Frohsinn estará no Legislativo Municipal.

Uma nova reunião para tratar da recuperação do Frohsinn está marcada para a manhã desta terça-feira (26), às 10h, quando os arquitetos do escritório Herwig & Shimizu, onde um dos sócios é o neto do projetista original do Frohsinn estarão no gabinete do prefeito. Eles já disponibilizaram as plantas, datadas de 1969, para a Secretaria de Turismo. Também estará presente à reunião o empresário Hans Prayon, um dos grandes incentivadores da construção do restaurante do Morro do Aipim naquela época e atual presidente do Instituto Histórico de Blumenau.

Será o ponto de partida oficial para a reconstrução do imóvel, com as indicações técnicas necessárias para embasar o edital de venda. A negociação com o Moinho do Vale serve de exemplo para a venda do Frohsinn. “Este tipo de negócio funciona muito melhor na mão da iniciativa privada. Teremos todo o cuidado para recuperar as características históricas e arquitetônicas que marcam o imóvel, assim como oportunizar a bela vista que se tem da cidade de forma gratuita, para todos”, ressaltou o prefeito Napoleão.

Da reunião participaram, além do prefeito e do secretário municipal de Turismo Ricardo Stodieck, secretários e diretores das pastas de Defesa do Cidadão, Administração e Comunicação, bem como o delegado Henrique Stodieck Neto. O delegado repassou alguns detalhes da investigação e a Prefeitura se colocou à disposição para colaborar com o que for possível. É certo que os laudos dos bombeiros e Instituto Geral de Perícias são fundamentais para a conclusão do inquérito policial.

Histórico ativo

A atuação da atual Administração Municipal no caso Frohsinn começou no início do ano passado, assim que tomou posse. Um grupo de trabalho foi formado para verificar qual seria a melhor fórmula para o funcionamento do espaço. Em março de 2013 concluiu-se pela venda do imóvel. Porém, o imbróglio jurídico que cercava o imóvel era complexo. Não havia sequer desmembramento da área, o que tornava impossível até mesmo saber a real metragem do lugar. Como todo e qualquer processo de desmembramento que envolve várias partes e dificuldade de comprovações legais, mais de 12 meses se passaram durante o processo.

Recentemente a proposta de venda foi apresentada para quatro conselhos da cidade (turismo, patrimônio histórico, planejamento e cultura) que aprovaram a operação. “Em nenhum momento a Prefeitura de Blumenau teve descaso com o Frohsinn. Pelo contrário. Porém, a situação do imóvel era irregular e bastante complexa”, relatou Ricardo Stodieck ao lembrar que um poder público sério precisa agir dentro da legalidade.

via PMB | Texto e foto: Fabrício Wolff