segunda-feira, 6 dezembro 2021
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Polícia Civil recupera grande carga de aço avaliada em mais R$ 3,6 milhões

 

 

 

 

A Divisão de Investigação Criminal (DIC) Blumenau da Polícia Civil, localizou e recuperou uma grande carga de aço avaliada em R$ 3,67 milhões de reais. Entre os dias 4 e 24 de fevereiro, uma suposta empresa de Blumenau comprou a mercadoria de um fornecedor em Fortaleza (CE).

O pagamento era feito através de depósitos bancários com cheques e dinheiro na conta do fornecedor. O comprovante era enviado e a mercadoria liberada para entrega, confiando na idoneidade do cliente.

Quando os motoristas do fornecedor da carga de aço chegaram em Blumenau, foram informados que o galpão do suposto cliente estava sem espaço e que a mercadoria deveria ser descarregada em uma área próxima. No local indicado, uma área descampada com um campo de futebol society, se encontravam outros caminhões de transporte, inclusive um com Munck para descarregar o aço.

 

Mas os valores que apareceram no extrato bancário do fornecedor nunca foram liberados. Os cerca de 23 cheques usados no pagamento foram todos devolvidos pelo banco por várias razões. Segundo a Polícia Civil eram cheques sem fundos (1ª apresentação), divergência / insuficiência de assinatura, talonário cancelado pelo banco sacado, cheque fraudado, sustado por roubo ou furto, não preenchido e até de conta encerrada.

Os depósitos foram feitos no atendimento bancário pessoal das agências, ou seja, na boca do caixa. Para cada pedido de compra, eram usados os cheques frios e notas de R$ 2 reais. Assim era possível emitir um comprovante de depósito em conta corrente em dinheiro, onde constava o dia e a hora da operação, o nome do banco, agência de origem/lote. Já no comprovante de depósito em cheque, constava o nome do cliente, a data, valor, etc.

De acordo com a Polícia Civil, isso deixava a impressão de que todos os depósito tivessem sido feitos em espécie. Depois que a empresa lesada percebeu o golpe, acionou a polícia. Segundo o delegado responsável pelo caso, Egídio Ferrari, as investigações irão prosseguir para a identificação de todos os estelionatários integrantes da associação criminosa.

O Blumenauense
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