quarta-feira, 22 setembro 2021
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Ministério Público de SC deve processar os responsáveis pelos bloqueios nas rodovias

Além da pandemia, houve risco de desabastecimento de combustíveis, alimentos e insumos essenciais à saúde, como por exemplo remédios e vacinas.

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) trabalha na desmobilização das células que lideram o movimento de forma difusa em cada região para responsabilizar pessoas e empresas que estejam por trás dos atos que provocaram o bloqueio das estradas e ameaçam a normalidade.

O Procurador-Geral de Justiça, Fernando da Silva Comin, informou que o Gabinete Gestor de Crise do MPSC já está monitorando a situação em todas as regiões. A informação foi passada na reunião de emergência que ocorreu na manhã desta quinta-feira (9/9/21) no Centro de Gerenciamento e Controle da Defesa Civil, convocada pelo Governador Carlos Moisés e reuniu diversos órgãos do Estado, da União e das forças de segurança pública.

Comin, em coletiva após a reunião que instalou o Grupo de Resposta Integrada do Estado, manifestou preocupação com o momento em que foi deflagrado o movimento dos caminhoneiros. Além da pandemia, também há os riscos de desabastecimento de combustíveis, alimentos e insumos essenciais à saúde, como por exemplo remédios e vacinas.

O Grupo de Resposta Integrada do Estado é composto  pelas forças de segurança estaduais e Polícia Rodoviária Federal, por Secretarias Estaduais e órgãos da administração pública estadual, além do MPSC. No encontro, Comin disponibilizou o Gabinete gestor de Crise do MPSC para atuar com o Grupo:

“Eu coloco à disposição do Estado e de todos nós unidos aqui, essa estrutura que envolve os Promotores de Justiça nas Regionais para, eventualmente, agirmos de maneira pontual, tendo em vista que não há uma liderança definida no movimento. Então cada negociação, cada processo irá se desenvolver com suas particularidades regionais”, explicou o Procurador-Geral de Justiça.

Comin também lembrou a experiência do MPSC em situações de crise que provocam o desabastecimento e põem em risco os serviços essenciais, em especial a greve dos caminhoneiros de 2018.

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