segunda-feira, 8 março 2021
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Hospitais de Blumenau e São Paulo são parceiros em programa de Cirurgia Robótica

 

 

Fotos: Marlise Cardoso Jensen e Assessoria de Imprensa

O Programa de Cirurgia Robótica é a nova aposta da Associação Congregação de Santa Catarina (ACSC) para expandir e integrar os serviços de sua rede de hospitais. Para dar início ao projeto, o Hospital Santa Isabel, de Blumenau, agora conta com o serviço de cirurgia robótica do Hospital Santa Catarina, de São Paulo (SP). As Instituições fazem parte da Rede ACSC.

Com a parceria, pacientes do Hospital Santa Isabel poderão ser encaminhados a São Paulo para realizar a cirurgia robótica no Hospital Santa Catarina, um dos principais centros de saúde do país. A cirurgia é um procedimento minimamente invasivo realizado com o robô Da Vinci Xi, tecnologia de última geração, e pode ser utilizado em diversas especialidades, como Ginecologia, Urologia, Oncologia e Gastroenterologia. A tecnologia do robô e a expertise da equipe proporcionam um procedimento com mais precisão, menos agressivo e com melhores condições de recuperação para o paciente.

 

Robô Da Vinci Xi | Foto: Assessoria de imprensa

 

O robô possui quatro “braços”, sendo que um fica com uma câmera e os outros três realizam a operação. Todo o processo é comandando por um médico cirurgião especializado, que consegue visualizar a região do procedimento por meio de uma imagem 3D, que pode ser ampliada em até 15 vezes.

 

Foto: Assessoria de imprensa

 

“Nossos médicos já estão se especializando em cirurgia robótica, para que, além de acompanhar seus pacientes no Hospital Santa Catarina de São Paulo, possam, em breve, realizar o procedimento também. Queremos transformar a experiência de nossos profissionais e pacientes, oferecendo um serviço moderno, seguro e de alta qualidade para o Sul do país”, explica Dirceu Rodrigues Dias, diretor executivo do Hospital Santa Isabel, de Blumenau.

O programa, porém, não está restrito aos médicos e pacientes do Hospital Santa Isabel. Outros profissionais da região também poderão ter acesso a esse serviço, tornando-se parceiros do Hospital Santa Catarina de São Paulo.

 

 

Lançamento

O Programa de Cirurgia Robótica foi lançado no dia 24 de outubro, em um evento no espaço Moinho do Vale, em Blumenau. Na ocasião, Dirceu Rodrigues Dias, diretor executivo do Hospital Santa Isabel, Dr. Pedro Trauczynski, cirurgião do Hospital Santa Isabel, Juliano Petters, diretor executivo regional da ACSC, Alline Cezarani, diretora executiva do Hospital Santa Catarina, e Dr. Fernando de Andrade Leal, diretor técnico do Hospital Santa Catarina, apresentaram o programa aos médicos presentes.

 

 

O evento contou com a palestra do Dr. Gustavo Guimarães, cirurgião robótico do Hospital Santa Catarina e grande nome da cirurgia robótica no país, que abordou as perspectivas de futuro para a área. Karine Leal, executiva de vendas da H. Strattner, empresa fornecedora do robô Da Vinci Xi no Brasil, também falou com o público sobre o equipamento.

Durante o lançamento, um simulador do robô Da Vinci Xi esteve à disposição dos convidados para que eles pudessem conhecer melhor o seu funcionamento.

 

 

A equipe do Hospital Santa Catarina, de São Paulo (SP), fez um comparativo entre os tipos de cirurgias e descreveu suas vantagens.

Como exatamente é feita a cirurgia?

O médico faz todo o procedimento em uma espécie de cabine, que conta com controles manuais, painéis auxiliares e pedais. O robô, no caso do Vinci Xi, possui quatro ‘braços’, sendo que um fica com a câmera e os outros três realizam o trabalho efetivamente. A imagem captada aparece em 3D para o cirurgião, que pode ampliá-la em até 15 vezes. O profissional realiza os procedimentos sentado confortavelmente, o que, consequentemente, diminui o desgaste físico. Em todos os procedimentos, há, ainda, uma equipe ao lado do paciente para aplicar a anestesia e realizar outras funções. A cabine e o cirurgião ficam um pouco afastados do paciente, o que diminui consideravelmente os riscos de infecção.

 

Quais as diferenças básicas para a cirurgia comum?

A depender do tipo de procedimento, a recuperação do paciente operado pelo aparelho pode ser duas vezes menor. Isso se deve a maior precisão e delicadeza aplicada pelo robô, que causa uma agressividade menor ao organismo. O risco de infecção também é inferior, assim como a possibilidade de dores e sangramentos. Menos invasiva, possibilita incisões menores, além de maior precisão em áreas de difícil acesso. A visão (que pode ser tridimensional) e as condições ergonômicas são melhores para o profissional que no método tradicional. Outra vantagem importante é que um programa com inteligência artificial repara tremores nas mãos do cirurgião.

Podemos afirmar que é mais seguro esse tipo de procedimento?

É importante deixar claro que o equipamento não faz nada sozinho. Todos os movimentos feitos pelo equipamento são do médico. Se alguma ação imprevista acontecer, como um movimento brusco acidental, o sistema é travado automaticamente. Se o cirurgião tirar o rosto da tela de controle, o robô também interrompe imediatamente o procedimento. Por ser composto de uma série de sistemas complexos, o robô também passa por um protocolo de verificação de todos os itens a cada uma hora de cirurgia.

 

 

Foto: Assessoria de imprensa

 

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