quarta-feira, 28 julho 2021
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Hérnia inguinal atinge 20% dos homens em alguma fase da vida

Segundo a Sociedade Brasileira de Hérnia, em 2019 foram feitas 25,1 mil cirurgias para reparo do problema pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Já em 2020, ano da pandemia, esse número reduziu para 12,6 mil.

As hérnias inguinais – que ocorrem na região da virilha – têm alta prevalência na população, correspondendo a 75% de todas as hérnias da parede abdominal, de acordo com a Sociedade Brasileira de Hérnia (SBH). Tratam-se de aberturas na parede muscular que permitem a passagem de porção de um órgão ou de gordura através dela.

Estima-se que 20% dos homens vão apresentar a alteração em algum momento da vida, assim como 3% das mulheres. Segundo o Christiano Claus, cirurgião e presidente da SBH, a alteração aparece em uma área de fragilidade. “Na zona de junção entre a coxa e a parte inferior do abdome, onde existe uma abertura natural por onde passam os vasos e nervos para os testículos, a transformando em uma área mais frágil”, explica.

Hérnias grandes ou volumosas podem descer em direção aos testículos e são chamadas de hérnia inguinoescrotal.

O vice-presidente da SBH, Dr. Marcelo Furtado, explica que os pacientes podem nascer com a hérnia ou desenvolver a alteração ao longo da vida “Existe a hérnia congênita, que é presente desde o nascimento, mas só se manifesta na idade adulta, com a fraqueza da musculatura. Em outros casos, os pacientes desenvolvem a hérnia ao longo da vida”.

Dificuldade para urinar e defecar, tosse e esforço físico podem desencadear o aparecimento da hérnia inguinal, que provoca dor e desconforto ao paciente.

A única forma de tratamento para as hérnias é a cirurgia. “Como é uma abertura na musculatura não há outra forma de fechar esse espaço sem ser com cirurgia, a sutura dos tecidos. Também utilizamos uma prótese, no formato de tela, para evitar a recidiva do problema”, afirma o Dr. Gustavo Soares, diretor da SBH.

DADOS

Apenas no Sistema Único de Saúde (SUS) foram feitas 25,1 mil cirurgias para reparos de hérnias incisionais em 2019 e 12,6 mil, em 2020 – ano de pandemia e paralisação dos procedimentos eletivos.

Estima-se que sejam realizadas aproximadamente 600 mil operações para reparos de hérnias abdominais ao ano no Brasil, levando em consideração o sistema público e privado de saúde.

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