quarta-feira, 19 janeiro 2022
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Governo interino quer cortar 4 mil cargos comissionados, mil a mais do que Dilma pretendia

Foto: José Cruz/ Agência Brasil | Fotos Públicas
Foto: José Cruz/ Agência Brasil | Fotos Públicas

 

Até o fim do ano, 4 mil cargos comissionados devem ser cortados pelo governo do presidente interino da República, Michel Temer. Esse número representa mil cargos a mais do que foi anunciado por Dilma Rousseff, cerca de 7 meses atrás. Buscando a redução e simplificação das regras, também serão revistos todos os 51 diferentes métodos de contratação previstos hoje no arcabouço legal do governo. Isso inclui cargos comissionados e funções gratificadas.

Ainda não há uma estimativa de quanto será economizado com o corte de cargos, que deve abranger empresas públicas, entre elas os bancos estatais. Para facilitar os cortes, Temer solicitou aos ministros recém-empossados que preencham apenas 75% dos postos de livre provimento a que têm direito em seus ministérios.

A informação foi passada por Romero Jucá, que ocupa o ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. Jucá entende que esses cortes não irão resolver o problema do gasto público e da meta de déficit fiscal. Mas com isso acredita que está dando um exemplo para a sociedade da forma como pretender governar os 180 dias em que Dilma ficará afastada, até uma decisão final sobre seu mandato.

 

O ministro garantiu que o governo interino honrará os projetos de reajuste salarial de servidores que foram enviados ao Congresso pelo governo afastado, respeitando os acordos alcançados em negociações. O montante que se pretende economizar “será anunciado no momento certo”. “Existem cargos diferentes, com valores diferentes, situações diferentes. E, se nós pudermos passar dos 4 mil cargos, nós passaremos dos 4 mil cargos”, acrescentou o ministro.

Agora é esperar e torcer por mudanças que possam acontecer na economia, que estão ligadas à minha e sua vida. Não podemos esperar milagres em seis meses, para o tamanho dos problemas que estamos passando. Mas devemos pelo menos acreditar que possa melhorar, dar um crédito, porque é a esperança que temos hoje.

 

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