sábado, 18 setembro 2021
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Figueira, Tigre e a cartilha do rebaixamento

Wagner Lopes vai substituir Caio Júnior no Criciúma, que ainda não somou pontos no Brasileirão. Foto: Divulgação
Wagner Lopes vai substituir Caio Júnior no Criciúma, que ainda não somou pontos no Brasileirão. Foto: Divulgação

Duas rodadas, ruins, é bem verdade, e dois dos três clubes catarinenses da Série A já trocaram de treinador.

Erraram, na minha opinião. Se bem que os dois casos são um pouco diferentes.

No Criciúma, Caio Júnior não conseguiu fazer o time render desde o Catarinense, e aí talvez a leitura dos cartolas foi de que não dava para arriscar mais rodadas do Brasileirão, que podem e certamente irão fazer falta lá na frente. Se foi isso, compreensível. O erro aqui foi ter trocado, aparentemente, por algo pior, ainda que com perfil bem parecido. Com todo respeito ao Wagner Lopes, que tem uma história muito legal como jogador da seleção japonesa, é apenas um iniciante como treinador (o último trabalho até foi bom, no Botafogo-SP). E, convenhamos, não é hora de fazer testes. Em resumo, o Tigre fez uma aposta, que pode até dar certo. Mas o momento não foi apropriado.

No Figueirense, sim, a saída de Vinícius Eutrópio pegou a todos de surpresa por não fazer nenhum sentido. Pelo menos não dentro de campo. Com o treinador, o Figueira conquistou um acesso que parecia improvável no ano passado e há duas semanas foi campeão estadual. Ou seja, um aproveitamento excelente. Aí estreia no Brasileirão com duas derrotas fora de casa e não serve mais? Está muito claro que o problema do Figueirense para a Série A é elenco desqualificado. Precisa de reforços. Eutrópio, ao que tudo indica, não agradava dirigentes importantes, caiu por isso. Marcos Assunção, provavelmente em solidariedade, saiu também (não fará muita falta, a não ser nas faltas, com o perdão do trocadilho). É um jogador caro e que renderia pouco em um campeonato tão longo e difícil. Para o comando, o Figueirense trouxe Guto Ferreira (antes mesmo de comunicar Vinícius, segundo consta). Não é um treinador ruim, mas em relação ao antecessor, está abaixo. Ou seja, em um momento de acertar, o Figueira troca o certo pelo duvidoso.

Os dois começam errando além da conta na caminhada dura para se manter na elite. Até agora, parece que leram atentamente a famosa cartilha do rebaixamento.

Por Rodrigo Braga
Publicado originalmente em blogbragarodrigo.wordpress.com

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