domingo, 1 agosto 2021
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Esculturas de urso e gorila chamam atenção dos visitantes da roda gigante, em Balneário Camboriú

As obras são de um renomado artista francês e retratam espécies ameaçadas de extinção.

Mr Oscart, pseudônimo adotado por um renomado artista francês
contemporâneo, está iniciando um projeto de democratização do acesso à
arte no Brasil e escolheu o Complexo da FG Big Wheel para expor suas
obras. Ele trouxe para Balneário Camboriú as esculturas L’Ours e Le
Kong, que retratam espécies ameaçadas de extinção.

Segundo o artista, a série Féroce surgiu no começo de 2018, na França,
mas sua relação com os animais vem desde quando começou a esculpi-los,
há mais de 10 anos. “Busco desde sempre, sensibilizar as pessoas para
essas duas questões que acredito serem muito importantes, ainda mais
quando andam juntas. Unir uma arte moderna, de fácil acesso e
entendimento à conscientização da preservação da fauna mundial, me
parece um bom legado”.

Na FG Big Wheel, aproximadamente 55% de toda a área do empreendimento é destinada à
conservação, pesquisa e estudo ambiental, com a criação de uma RPPN –
Reserva Particular do Patrimônio Natural.

A CRIAÇÃO DAS PEÇAS

As duas esculturas estão expostas no primeiro andar do complexo da roda
gigante. Mr Oscart conta que as obras são criadas primeiramente no
papel. “Eu faço um rabisco do animal, da posição e das proporções.
Depois vem a modelagem 3D, pra ter uma noção mais específica. A
escultura é feita de isopor pra depois criar a forma e finalmente a peça
em resina e fibra. Em seguida finalizamos com a pintura e acabamento”. O
artista, que trabalha com uma equipe em ateliês espalhados pela França,
diz ainda que leva em média oito meses para concluir uma obra, mas
dependendo da complexidade da peça, pode demorar duas vezes mais.

Cada escultura tem um certificado de autenticidade, é enumerada e
assinada pelo artista que prefere ficar à sombra de suas obras, por isso
escolheu o pseudônimo Mr Oscart. A intenção é que o foco seja a arte,
aproximando as pessoas, diminuindo as diferenças e despertando a
sensibilidade de todos para apreciar seus trabalhos. Outras peças ainda
devem vir para o Brasil. “A escolha dos lugares precisa combinar com
arte, mas isso não quer dizer que não poderão ser expostas em espaços
aleatórios”, finaliza Mr Oscart.

O Blumenauense
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