domingo, 23 janeiro 2022
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Começam novamente as paralisações no transporte coletivo de Blumenau

Foto: Wellington Civiero Ferreira (NW Blumenau)

 

Os usuários do transporte coletivo de Blumenau, se depararam com mais uma paralisação nesta manhã de terça-feira (23/01/18). Por volta das 10h, os trabalhadores do setor pararam os seus veículos por aproximadamente 40 minutos no Terminal Fonte, bairro Garcia, para protestar contra a falta de um acordo com a Blumob, em relação a negociação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2017/2018

No ano passado foram realizadas três audiências no Tribunal Regional do Trabalho, em Florianópolis. O presidente do sindicato, que representa os trabalhadores do transporte coletivo de Blumenau, Sindetranscol, disse que a paralisação é motivada pela falta de um acordo em relação a campanha salarial iniciada em novembro. Pradelino da Silva, afirmou que no período da tarde podem acontecer novas paralisações. Às 15h acontecerá uma no Terminal Aterro, no bairro Salto do Norte.

Uma faixa na Ponte de Ferro, Centro de Blumenau, cobrava ações do prefeito. “Hoje faz dois anos que foi quebrado o contrato do consórcio Siga. Até agora os trabalhadores da empresa Glória ainda não receberam os seus direitos trabalhistas. O poder público não cumpriu com a sua obrigação de cobrar das empresas o fundo de garantia, férias, salários atrasados, décimo terceiro, etc..”, comentou o presidente do Sindetranscol.

Nas redes sociais o sindicato escreveu “Dois anos se passaram e os mais de 1300 ex-trabalhadores(as) do SIGA seguem sem receber seus direitos trabalhistas, a passagem do ônibus subiu quatro vezes, a empresa “emergencial” tornou-se a concessionária “oficial” por 20 anos, veículos velhos circularam e ainda circulam pela cidade, terminais de pré-embarque estão abandonados, diversas reduções de horários e, para completar, os direitos dos trabalhadores do transporte coletivo voltam a estar ameaçados”.

 

Uma faixa foi pendurada na Ponte de Ferro, no Centro de Blumenau, cobrando soluções do prefeito Napoleão Bernardes, que quebrou o contrato do consórcio SIGA no dia 23 de janeiro de 2016

 

Segundo Pradelino, quando Napoleão assumiu o primeiro mandato, ele teria ido ao sindicato e se comprometido a tomar providências com as irregularidades das empresas de ônibus, mas até agora nada foi feito. “Com a nova empresa (Blumob), estamos com os salários e o fundo de garantia em dia, mas nós trabalhamos, temos que receber. É o mínimo que a ela deve fazer.”

 

Foto: Wellington Civiero Ferreira (NW Blumenau)

 

O sindicalista disse também que a última vez que Blumob e Sindetranscol conversaram, foi na audiência no Tribunal Regional do Trabalho, em Florianópolis, em dezembro de 2017. O impasse continua. A Blumob não abre mão dos termos da reforma trabalhista, que não obriga passar tudo pelos sindicatos e dá a liberdade das empresas terceirizarem a contratação de mão de obra. Já o sindicato exige que todas as negociações passem por ele. A Blumob quer manter o acordo trabalhista anterior firmado com o Sindicato, mas seguindo as novas leis aprovadas em vigor desde novembro.

Enquanto a negociação não sai, os trabalhadores, donas de casa, estudantes e usuários de ônibus, tem que se adaptar com a situação. Para fazer essa matéria, contamos com a ajuda de Wellington Civiero Ferreira (NW Blumenau), que nos enviou a entrevista com Pradelino e as fotos da paralisação.

As principais reivindicações da categoria são:

  • A proibição de terceirização de qualquer atividade. O Sindetranscol diz que trabalhadores terceirizados não são regidos pela mesma CCT, podendo ser contratados com salários menores, sem vale-alimentação, em piores condições de trabalho;
  • Garantia da preservação dos direitos já negociados;
  • Não validação de recisão contratual sem a prévia negociação com a entidade sindical;
  • A não validação de rescisão contratual sem a prévia negociação com a entidade sindical;
  • A garantia que a comissão de representação de empregados previstos na nova lei, caso venha a ser constituída, não poderá tratar de assuntos ajustados na CCT, o que impedirá a redução dos direitos conquistados;
  • Além das cláusulas econômicas: reposição salarial de 1,83% referente à inflação do período compreendido entre 1 de Novembro de 2016 a 31 de outubro de 2017; aumento real de 3% e reajuste no vale-alimentação de R$ 700 para R$ 820.

 

Foto: Wellington Civiero Ferreira (NW Blumenau)

 

 

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