quinta-feira, 27 janeiro 2022
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Centro Histórico e prédio da Secretaria de Cultura recebem melhorias em Blumenau

Confira o que oferecem e como funcionam as atrações no complexo do Museu da Família Colonial.

A Secretaria Municipal de Cultura e Relações Institucionais concluiu esta semana as obras de acesso ao complexo do Museu da Família Colonial. A entrada pela Rua das Palmeiras recebeu novo calçamento com acessibilidade.

Foto: Walter Salvador / SMC

Ao todo, são 50 metros de calçamento que levam às três casas históricas que pertenceram à família de Edith Gaertner, sobrinha-neta do fundador da cidade, Hermann Bruno Otto Blumenau (1819-1899). As novas trilhas percorrem todo horto botânico onde está localizado o Cemitério de Gatos e o Manneken Pis (manequinho).

Foto: Walter Salvador / SMC

Os investimentos atendem o decreto administrativo que prevê a revitalização do prédio da sede da antiga prefeitura. A renovação dos equipamentos da Secretaria Municipal de Cultura e Relações Institucionais (SMC) incluiu a troca de cinco portas e outras duas que passaram por procedimentos de restauração por se tratarem de artefatos com representatividade histórica. O hall de entrada da sede recebeu nova pintura e a guarita está com novas janelas. A parte dos fundos do prédio foi lavada e está com visual renovado.

Foto: Walter Salvador / SMC

As melhorias contemplaram ainda a substituição do toldo da Casa Nº 2 e iluminação dos armários que guardam objetos históricos do Museu da Família Colonial. Também foram instalados novos equipamentos de refrigeração nas casas 1 e 2 do complexo. As três casas receberam revisão e melhorias no sistema preventivo de incêndio e climatização. A programação com as demais obras continua após o retorno das atividades da SMC na primeira quinzena de janeiro.

O que ver

Museu da Família Colonial de Blumenau | Foto: Eduardo Luciani

Museu da Família Colonial – ambientado em casas-museu, edificadas no século XIX (1858 e 1864) e reconhecidas como as mais antigas edificações da cidade, remanescentes da época da colonização do Vale do Itajaí.

Na residência de 1864, viveu o sobrinho do Dr. Blumenau, Victor Gaertner. Transformada em casa-museu no ano de 1967, tem como missão manter viva a memória e a herança cultural dos colonizadores. O acervo é formado por significativas peças do uso cotidiano dos imigrantes.

Horário: terça a domingo, das 10h às 16h

Entrada no museu: R$ 5 (inteira) e R$ 2,50 (meia) para professores e estudantes com identificação. Idosos acima de 60 anos e crianças de até 8 anos não pagam

Horto Edith Gaertner – o bosque foi herdando por ela do pai e do tio-avô, o Dr. Blumenau, que tinham grande amor pela natureza. Edith Gaertner alimentava verdadeiro fanatismo pelas plantas e o seu parque. Nesse espaço ainda permanecem espécimes botânicos raros e seculares, alguns trazidos pelo Dr. Blumenau, de pontos distantes e, por ele mesmo plantados.

Espécies raras, representantes da flora indígena ali existiam antes mesmo da vinda dos primeiros imigrantes. Este parque fazia parte do terreno que era propriedade do próprio fundador, posteriormente adquirido pelo sobrinho, pai de Edith. Preocupada com o futuro desta área de valor histórico, e por vê-la ameaçada pelo plano de passar uma avenida por dentro do seu jardim (no sentido Ribeirão Garcia), para protegê-la, Edith doou seu patrimônio para a prefeitura com a condição de que fosse preservado, após sua morte, como bem público.

Horto Botânico Edith Gaertner – Cemitério dos Gatos | Foto: Soila Freese

Cemitério de Gatos – Edith Gaertner, última proprietária e moradora da residência de 1864, doou este espaço que abriga o Museu da Família Colonial. Em vida, Edith foi uma grande defensora dos animais, preferencialmente dos felinos que lhe faziam companhia. Quando faleciam, os levava à cova num sombreado recanto coberto de árvores e canteiros ajardinados onde eram sepultados no seu grande horto.

Com o seu falecimento em 1967, o patrimônio edificado e terreno foram transferidos para o Poder Público. Este é o espaço onde havia maior concentração de felinos sepultados. Por sugestão do então diretor da Biblioteca Pública, professor e pesquisador José Ferreira da Silva, resolveu-se preparar, nos fundos do horto, um espaço para abrigar o Cemitério de Gatos. Este lugar passou a compor o ambiente como atração turística do complexo do Museu da Família Colonial.

Alí estão dispostos nove túmulos com respectivas fotos e identificação dos seguintes bichanos: Pepito, Sithaa, Bum, Putze, Mirko, Peterle, Musch, Mirl e Schnurr.  Em 2017, para dar uma nova dinâmica a este espaço concebido pela natureza e o homem, desenvolveu-se um projeto de revitalização com a colocação de gatos estilizados concebidos artisticamente por um grupo de artistas/ceramistas da cidade dentro de uma nova concepção e interpretação contemporânea dos gatos de Edith.

Manneken Pis (manequinho) – Inspirado em obra de arte existente em Bruxelas (Bélgica), o Manneken Pis retrata a figura de um menino na posição de estar urinando. Entre as lendas alusivas a este monumento, conta-se que um pequeno menino havia desaparecido de casa dos pais que, após horas de buscas, o encontraram desnudo no meio da rua nesta posição.

O “Manneken Pis – brasileiro”, localizado no Horto Edith Gaertner foi criado pelo escultor Miguel Barba e inaugurado em 1967. No ano de 2016, ganhou uma nova versão visual. Criado em gesso, aguardou 47 anos para ser modelado em bronze e, assim, concretizando o projeto inicial.

Com informações de Sérgio Antonello [SECOM/BNU]

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