quarta-feira, 1 dezembro 2021
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Carlos Moisés critica notícias falsas que podem partir de integrantes do próprio governo

 

 

 

 

Durante entrevista coletiva na noite desta quarta-feira (15/04/20), o governador Carlos Moisés (PSL) foi questionado sobre o dinheiro que será investido no hospital de campanha em Itajaí. Orçado em R$ 76, 9 milhões; um profissional da imprensa perguntou se o custo inclui a manutenção das equipes durante os seis meses de funcionamento.

O chefe da Defesa Civil de Santa Catarina, João Batista Cordeiro Júnior, deixou claro que o valor inclui a aquisição de 43 tipos de equipamentos, que depois serão incorporados ao patrimônio público estadual e disponibilizados aos hospitais catarinenses. Além disso, cobre também os insumos, como a alimentação dos pacientes, das equipes de saúde; a limpeza, coleta de lixo hospitalar; e a contratação de 450 profissionais; entre médicos, enfermeiros e fisioterapeutas.

“Por isso eu disse da responsabilidade de não divulgarmos notícias falsas, seja lá de quem for. Pode participar do poder público ou ser um integrante da administração pública direta ou indireta, pode ser do cidadão. Na verdade, somente a obra de instalação física custaria R$ 600 mil. As pessoas estão confundindo com o hospital (de campanha) que está sendo construído por R$ 10 milhões, são coisas distintas. Estamos utilizando espaços pré-existentes (pavilhão da Marejada), o que representa uma economia de R$ 100 mil, sem colocar o paciente dentro de uma barraca, e sim, em uma estrutura pré-existente usada para festas. São locais mais seguros e já tem uma autonomia como energia elétrica, água e acessibilidade, etc..”, disse o governador Carlos Moisés.

Quando ele citou “seja lá de quem for, pode participar do poder público ou da administração direta”, pode ser uma referência à vice-governadora Daniela Reinehr. O ofício 068/2020 que pediu o cancelamento do contrato com a associação Mahatma Gandhi, na construção do Hospital de Campanha em Itajaí, teria saído do gabinete dela.

No documento ela pede a adesão ao programa do Governo Federal em que um hospital de campanha custa R$ 10 milhões. Além do valor contratado, ela tinha a preocupação de que a manutenção mensal da estrutura durante os seis meses com as equipes iria acrescentar outros R$ 58,9 milhões, totalizando R$ 135,8 milhões.

 

 

O fato ficou ainda mais público depois que a deputada federal Carla Zambelli (PSL) publicou em sua página do Instagram uma imagem com a vice-governadora e o texto: “Golaço! Vice-governadora de SC pede cancelamento de contrato de R$135,85 milhões e adesão ao modelo do Governo Federal de hospital de campanha, concurso de R$ 10 milhões”. Ela e o governador são do mesmo partido.

O custo do hospital de campanha modelo que está construído em Águas Lindas (GO) cobre somente para a estrutura, sem incluir equipamentos, materiais e folha salarial, que serão pagos pelo estado. Na fala do governador, se fosse levar em conta só a montagem, esse custo para o modelo catarinense seria de R$ 600 mil.

Dos R$ 76, 9 milhões do hospital de campanha de Itajaí, R$ 18 milhões serão para os equipamentos, R$ 33,6 milhões nos insumos, R$ 22,2 milhões para a folha salarial e os outros R$ 3 milhões com custos indiretos, como por exemplo a alimentação dos pacientes. A estrutura irá funcionar durante os seis meses, com atendimento 24 horas para pessoas com a Covid-19.

 

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