segunda-feira, 12 abril 2021
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Blumenau e suas Histórias: As casas de comércio e seus proprietários [3]

 

 

 

 

Porto de Blumenau no fim do século XIX, o rebocador no cais é o Jan. Imagem acervo AHJFS | Foto: Arquivo Histórico José Ferreira da Silva (Blumenau).

 

Por Ana Maria Ludwig Moraes | Historiadora

Com a regularização do transporte fluvial, embora já houvesse uma discreta sede da Companhia de Navegação Fluvial a Vapor Itajaí Blumenau, em um prédio enxaimel na Alameda das Palmeiras, os estatutos somente foram aprovados em 10 de agosto de 1878.

O primeiro vapor chegou a Blumenau em 1879, construído nos estaleiros da ”Schlicksche Flussdampferwerk” em Dresden, na Alemanha e atravessou o Atlântico a reboque de outro barco. Batizado como “Vapor Progresso” , veio comandado por Friedrich Kuhlmann, mais tarde, nas viagens regulares foi substituído por Carl Jansen.

Assim o comércio se intensificou e novos produtos apareceram nas prateleiras. Dos primeiros que atendiam as necessidades mais prementes, para aqueles que buscavam dar ao cotidiano novas tintas, embelezando as casas e as mesas.

Um dos anúncios mais curiosos, referem-se a casa comercial da Sra Knoblauth, filha de Peter Wagner e Agnes Händchen. Enviuvou em 1871 do médico Bernard Knoblauch e em seguida abriu uma loja de artigos variados (data não identificada) que funcionou por vários anos, conforme verifica-se em anúncios em jornais da época. Em suas prateleiras haviam copos de cristal, louças, vasos finos, artigos de cerâmica… armas de vários tipos, etc.

 

 

ARMAS
Viúva Knoblauch & Cia. recomenda
Espingardas de um e dois canos
Armas de um tiro
Armas de caça de um e dois canos.
Vva. Knoblauch – no centro.

 

 

 

PRESENTES DE CASAMENTO
OU para demais ocasiões – indicados a preços baixos, como xícaras brancas com pires, coloridas, com decoração dourada e inscrições, jarros de cerveja e de limonada acompanhadas de copos e suportes, garrafas para água, copos para vinho, copos para cerveja, vasos de flores, galhetas.
Viúva Knoblauch e Cia. no centro

 

 

Se as residências e o vestir se tornaram exigentes, o paladar não ficava para trás…ou melhor, ficara num passado longínquo a carne seca mofada e o toucinho com vermes…para algumas décadas posteriores, valorizar caviar dos Urais, chocolates suiços, mostarda com procedência, etc…

Mas isto veremos na próxima semana…até lá!

 

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