quinta-feira, 27 janeiro 2022
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Vídeo: parte de morro desliza e atinge casarões no centro histórico de Ouro Preto (MG)

O fato ocorreu na manhã desta quinta-feira (13/01) e por enquanto não foi encontrada nenhuma vítima.

As fortes chuvas em Minas Gerais nos últimos dias causam prejuízo ao patrimônio histórico do Brasil. Um deslizamento de terra atingiu dois casarões que ficam no sopé do Morro da Forca, interditado desde 2012.

O volume de terra também tomou a rua, mas segundo o Corpo de Bombeiros Militar, não deixou ninguém ferido. A área já estava isolada e sendo monitorada pela Defesa Civil do município, por ser “um local de grande atenção em períodos de chuva”.

O incidente foi registrado por volta das 9h desta quinta-feira (13/01/22) altura da Rua Diogo de Vasconcelos, nº 327, próximo ao Terminal de Integração José da Silva Araújo. Em frente aos imóveis atingidos no sopé do morro, do outro lado da rua, funciona o Centro de Artes e Convenções da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

A rua foi isolada e moradores de casas próximas ainda não foram autorizados a retornar a suas residências, pois a área ao redor do talude que deslizou está instável devido às fortes chuvas que há semanas atingem Minas Gerais.

Se houver outro desmoronamento, é grande a chance de um hotel e um restaurante serem atingidos. No vídeo é possível perceber um veículo da Defesa Civil acompanhando a situação e as reações da população quando acontece o deslizamento. O Morro da Forca, fica próximo ao Museu da Farmácia, onde entre os séculos XVII e XIX, as pessoas escravizadas eram enforcadas.

Dono de uma barbearia que funciona a cerca de 300 metros do terminal de integração, Fábio Rogério Alves, 44 anos, contou à Agência Brasil que ele e outras duas pessoas, incluindo uma funcionária da prefeitura, notaram os primeiros sinais de que parte do morro estava prestes a ceder. Antes mesmo de acionar as autoridades locais, os três interromperam o trânsito de veículos e passaram a alertar as pessoas.

“Antes mesmo dos bombeiros chegarem, pouco antes da queda do morro, já tínhamos isolado a passagem de veículos e de pedestres. Como o terminal ainda não estava funcionando, não havia muita gente circulando”, disse Alves. Segundo ele, os dois casarões atingidos já estavam embargados e lacrados há vários anos. Há 15 anos trabalhando de um local de onde se vê toda a Rua Diogo de Vasconcelos, o barbeiro afirma que, no mesmo ponto, já houve um deslizamento semelhante em 2011. “O terreno ali é bastante instável”, explicou.

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