Na tarde desta quarta-feira (1º/07/2026), um grupo com pelo menos 20 capivaras chamou a atenção de quem passou pela Prainha, em Blumenau. Enquanto o Rio Itajaí-Açu registrava nível de 5,20 metros (medição das 15h) e uma forte correnteza, os animais pareciam alheios às condições da água, descansando às margens, pastando tranquilamente e circulando pelo gramado. O local é um cartão-postal da cidade, e ficou ainda mais valorizado como área de lazer depois da revitalização da margem esquerda.


A presença desses animais na Prainha já faz parte da paisagem de Blumenau. Muito além da curiosidade que despertam, as capivaras conquistaram um espaço especial no imaginário popular. Elas aparecem em bonecos de pelúcia, lembranças, ilustrações, estampas e até inspiraram o nome de uma cerveja produzida na cidade, reforçando o carinho que muitos moradores e visitantes têm pelo maior roedor do mundo.
Apesar da aparência calma e dócil, a capivara é um animal silvestre e merece respeito. Especialistas orientam que as pessoas evitem alimentá-las, tocá-las ou tentar se aproximar, principalmente quando há filhotes, pois qualquer situação de estresse pode provocar reações inesperadas.
Curiosidades sobre as capivaras
A capivara (Hydrochoerus hydrochaeris) é o maior roedor existente no planeta. Um adulto pode medir mais de 1,30 metro de comprimento, atingir cerca de 60 centímetros de altura e pesar entre 35 e mais de 70 quilos, dependendo da região e das condições ambientais.
Esses animais vivem em grupos sociais organizados, normalmente formados por um macho dominante, várias fêmeas, filhotes e outros machos. A vida em grupo aumenta a proteção contra predadores e facilita o cuidado com os mais jovens.

A alimentação é composta principalmente por gramíneas, folhas e plantas aquáticas. Como outros roedores, seus dentes incisivos crescem continuamente durante toda a vida, sendo desgastados naturalmente durante a mastigação.
Outro comportamento curioso é o hábito de tomar banho de lama. Além de ajudar na regulação da temperatura corporal, a lama funciona como uma proteção natural contra parasitas e contra a incidência intensa do sol.

Enquanto o nível do Rio Itajaí-Açu continuava subindo ao longo da tarde, o grupo de capivaras parecia aproveitar cada momento de tranquilidade na Prainha. A combinação entre a paisagem do rio, os filhotes e o comportamento sereno dos animais transformou a cena em um dos registros mais curiosos do dia em Blumenau.





