Vídeo: Grupo de dança reúne gerações e coleciona histórias de amizade, superação e bem-estar em Blumenau

Entre músicas dos anos 80 e novos passinhos, participantes relatam mudanças na saúde física, emocional e na vida social; aulas são abertas para todas as idades e acontecem nos bairros Fortaleza e Garcia.

Sociedade Recreativa e Cultural Fortaleza Tribess | Foto: Marlise Cardoso Jensen [OBlumenauense]

Tem quem chegou para o Grupo 100% Amigos no Passinho para aprender alguns passos de dança. Mas acabaram encontrando companhia, movimento ou simplesmente uma oportunidade para fugir da rotina. O que muitos não imaginavam era de que aquelas aulas acabariam se transformando em algo muito maior do que somente a coordenação dos pés, pernas e braços.

Foi isso que OBlumenauense encontrou ao acompanhar as atividades do Grupo 100% Amigos no Passinho, que reúne dezenas de participantes em aulas de passinho realizadas na Sociedade Recreativa e Cultural Fortaleza Tribess, no bairro Fortaleza, e na Sociedade Beneficente dos Subtenentes e Sargentos de Blumenau, no Garcia. As histórias são diferentes, mas quase todas passam por palavras como amizade, acolhimento, alegria e qualidade de vida.

A origem do grupo remonta aos anos 2004 e 2005, quando os passinhos começaram a ganhar força novamente em Blumenau. As aulas vieram mais tarde, em junho de 2018, depois de muitos pedidos de amigos e frequentadores dos eventos de flashback. Hoje, além das turmas regulares, há encontros voltados especificamente para iniciantes, que vêm atraindo cada vez mais participantes.

Para os fundadores Johnny Hartmann e Lores Schulze Hartmann, parte do sucesso está na mistura entre nostalgia e renovação. Enquanto as músicas que marcaram as décadas de 1970 e 1980 continuam presentes, as aulas também recebem crianças, jovens, pais e avós, criando um ambiente onde diferentes gerações dividem a mesma pista.

E foi justamente numa pista de dança que começou a história do casal. Johnny lembra com bom humor do dia em que conheceu Lores durante um passinho coletivo, quando os dançarinos avançavam e recuavam em fileiras. Entre um movimento e outro, veio o primeiro contato, depois a troca de olhares e, por fim, o início de uma história que continua sendo contada décadas depois.

Mas não é apenas a lembrança dos velhos tempos que mantém as pessoas voltando às aulas. Entre os depoimentos ouvidos, o que mais apareceu foi a sensação de bem-estar. Muitos participantes descrevem a dança como um momento em que os problemas ficam do lado de fora da porta.

A aposentada Salete Nuss, que participa das aulas há cerca de dois anos e meio, conta que sempre gostou dos passinhos, mas não sabia executá-los. Quando surgiu a oportunidade de aprender, decidiu tentar. Ela relata que convive com transtorno de ansiedade generalizada e percebeu benefícios importantes desde que passou a frequentar as aulas. Hoje, além de dançar, também ajuda outros alunos como instrutora.

Quem também percebeu mudanças foi Cristiane de Oliveira Sinestri. Ela começou há cerca de dois meses e diz que encontrou mais do que diversão. Após sofrer um acidente, passou a lidar com dores e dificuldades de mobilidade. Segundo ela, a dança ajuda no relaxamento muscular, melhora o sono e contribui para o fortalecimento físico, sem abrir mão dos momentos de convivência e descontração.

A experiência da participante Isolde Gomes soma quase oito anos de caminhada com o grupo. Para ela, os benefícios aparecem em várias áreas da vida. Além do aspecto físico, destaca o impacto emocional e social da atividade. Segundo Isolde, a dança permite esquecer preocupações por algumas horas e ainda cria amizades que acabam ultrapassando os limites da pista.

Paula Andrade Hoppe, que ingressou há cerca de três meses, afirma que as músicas despertam lembranças da juventude, dos amigos e dos momentos vividos décadas atrás. Para ela, as aulas também ajudam a aumentar a disposição e o entusiasmo no dia a dia.

Outro aspecto frequentemente citado pelos participantes é o acolhimento. Quem chega pela primeira vez costuma encontrar uma rede de apoio formada por professores, instrutores e alunos mais experientes. A proposta é simples: ninguém precisa saber dançar para começar.

A matéria foi gravada e produzida por Marlise Cardoso Jensen, de OBlumenauense, com o apoio da amiga Suzette Greuel. Ambas iniciaram as aulas há pouco mais de dois meses. Marlise convidou a amiga de longa data e lembra de ter encontrado um ambiente descontraído. “A presença de instrutores espalhados pela pista torna o aprendizado mais fácil”, disse Suzette. Elas perceberam que mesmo quem chega com vergonha, ou insegurança, consegue acompanhar os movimentos aos poucos.

Além das aulas, o grupo também participa de encontros com outros grupos de passinho em diferentes cidades. O objetivo não é competir, mas trocar experiências, conhecer pessoas e fortalecer amizades que nasceram por causa da dança. Uma filosofia que ajuda a explicar o próprio nome do grupo.

Ao ouvir as histórias dos participantes, fica a impressão de que os passinhos são apenas uma parte da experiência. O que realmente faz a diferença parece acontecer entre uma música e outra: as conversas, os reencontros, as risadas e a sensação de pertencimento que faz muita gente voltar semana após semana.

Aulas do Grupo 100% Amigos no Passinho

  • Sociedade Fortaleza Tribess – segundas-feiras, das 20h às 21h30, além de uma turma voltada para iniciantes nas quintas-feiras (19h30 às 21h).
  • Subtenentes e Sargentos – quartas-feiras, das 19h30 às 21h.
  • Valor mensal: R$ 50,00 (junho 2026)

Sociedade Recreativa e Cultural Fortaleza Tribess | Foto: Marlise Cardoso Jensen [OBlumenauense]

Sociedade Recreativa e Cultural Fortaleza Tribess | Foto: Marlise Cardoso Jensen [OBlumenauense]
Sociedade Recreativa e Cultural Fortaleza Tribess | Foto: Marlise Cardoso Jensen [OBlumenauense]
Sociedade Recreativa e Cultural Fortaleza Tribess | Foto: Marlise Cardoso Jensen [OBlumenauense]
Sociedade Beneficente dos Subtenentes e Sargentos | Foto: Marlise Cardoso Jensen [OBlumenauense]
Sociedade Beneficente dos Subtenentes e Sargentos | Foto: Marlise Cardoso Jensen [OBlumenauense]
Sociedade Beneficente dos Subtenentes e Sargentos | Foto: Marlise Cardoso Jensen [OBlumenauense]
Sociedade Beneficente dos Subtenentes e Sargentos | Foto: Marlise Cardoso Jensen [OBlumenauense]


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