Vídeo: Caminhada das Lanternas em Blumenau resgata a tradição europeia do Dia de São Martinho

Evento realizado na última sexta-feira (14/11) reuniu famílias que confeccionaram as suas próprias lanternas antes de caminhar por algumas ruas.

O início da noite de sexta-feira (14/11/25) ganhou um brilho especial no Centro de Blumenau com a 2ª edição da Caminhada das Lanternas, inspirada no Martinstag, o Dia de São Martinho. Crianças e adultos partiram do Centro Cultural 25 de Julho carregando lanternas artesanais, mantendo viva uma tradição europeia que simboliza luz, solidariedade e cuidado com o próximo.

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A atividade contou com parceria do Instituto Cultural Brasil-Alemanha e começou por volta das 18h30, reunindo adultos e crianças no Galpão do 25 de Julho. Nas mesas, cola, tesoura, papel e criatividade produziam as lanternas que seriam usadas logo depois.

O evento também incorporou um gesto de solidariedade local: os participantes foram convidados a doar alimentos para o Centro de Educação Amiguinho Feliz, que atende famílias em situação de vulnerabilidade.

Foto: Marlise Cardoso Jensen [OBlumenauense]
O cortejo seguiu pelas ruas

Alberto Koffke, Sete de Setembro, Ronaldo Baumgarten e Heinrich Hosang, retornando à sede do 25 de Julho. Uma viatura da Guarda Municipal de Trânsito (GMT) acompanhou todo o percurso, garantindo a segurança dos participantes, grande parte formada por crianças. Nos instrumentos do grupo que seguia junto, era possível ouvir repetidamente a música “Ich geh’ mit meiner Laterne” (eu vou com minha lanterna).

 

 

Dia de São Martinho

O Dia de São Martinho é celebrado em diversos países europeus, especialmente na Alemanha, Áustria, Suíça, Bélgica, Holanda e regiões da França. A data faz referência à vida de São Martinho de Tours (França), que nasceu no século IV na antiga Panônia, região onde hoje fica a Hungria. Filho de um militar romano, Martinho foi obrigado a servir no exército ainda adolescente.

Durante uma patrulha no inverno, protagonizou o gesto que o tornaria mundialmente conhecido: ao encontrar um mendigo tremendo de frio, cortou sua capa ao meio e entregou uma parte ao homem. Naquela noite, segundo a tradição cristã, Martinho sonhou com Jesus vestindo a metade da capa e afirmando aos anjos que ele havia coberto o próprio Cristo.

Anos depois, Martinho deixou a vida militar e se tornou monge. Sua fama de humildade e cuidado com os pobres cresceu tanto que o povo desejou torná-lo bispo de Tours. Ele não queria o cargo e chegou a se esconder no meio de gansos para evitar a nomeação, mas acabou encontrado e levado até a população, que insistiu até que aceitasse. Mesmo relutante, exerceu o episcopado de forma simples, próxima das comunidades e marcada por gestos de caridade — características que influenciaram a celebração atual.

As lanternas usadas no Martinstag surgiram como símbolo desse gesto iluminador. Caminhar com luzes ao entardecer representa a caridade que aquece e rompe a escuridão, além de resgatar antigas tradições rurais europeias ligadas ao fim da colheita e ao início do inverno. Na Alemanha, crianças produzem suas lanternas nas escolas e participam do cortejo com cantos e pequenas apresentações, mantendo viva a memória de São Martinho.

Foto: Marlise Cardoso Jensen [OBlumenauense]
Foto: Marlise Cardoso Jensen [OBlumenauense]
Foto: Marlise Cardoso Jensen [OBlumenauense]
Foto: Marlise Cardoso Jensen [OBlumenauense]
Foto: Marlise Cardoso Jensen [OBlumenauense]
Foto: Marlise Cardoso Jensen [OBlumenauense]
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