sábado, 24 julho 2021
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Variante Alfa da Covid-19 chega ao Vale do Itajaí

Os outros três casos foram registrados em Florianópolis, em janeiro e fevereiro de 2021.

A variante inglesa (B.1.1.7) do coronavírus SARS-COV-2 foi registrada em Brusque (SC), segundo informação divulgada na quinta-feira (8/07/21) pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen/SC). Foi o primeiro caso no Vale do Itajaí, mas não no Estado, já que em janeiro e fevereiro outros três pacientes de Florianópolis foram infectados por ela.

A variante Alfa foi descoberta em setembro de 2020, no Reino Unido, e é considerada a principal causa da segunda onda de Covid-19 naquele país. Os estudos mostraram uma taxa de transmissão maior. A B.1.1.7 carrega uma mutação na proteína S (N501Y) que afeta a conformação do domínio de ligação ao receptor. Estudos epidemiológicos sugerem que ela é mais transmissível, aumentando o risco de internações e óbitos.

Mas a cepa que mais preocupa no momento é a Delta, ou mais conhecida como Indiana, por apresentar fortes indícios de ser ainda mais transmissível, porém ainda não há relatos de ser mais agressiva e letal do que as outras. Até o final de junho, onze casos (com dois óbitos) haviam sido registrados no Brasil, nenhum em Santa Catarina.

No dia 5 de julho, a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo detectou o primeiro caso na capital. Mas especialistas alertam que o número de contaminações pela nova cepa pode ser muito maior, já que a vigilância genômica ainda é deficitária no Brasil. Ela é responsável pelo rastreio e sequenciamento genético dos vírus.

Até agora, foram classificadas quatro mutações no grupo de preocupação pela OMS (Organização Mundial da Saúde). A Alfa e a Delta, já citadas, além da Gama, que foi detectada no Brasil, e a Beta , na África do Sul. Até então, apenas houve registro em solo catarinense das variantes brasileira e inglesa.

Por enquanto, todas as vacinas disponíveis têm se mostrado eficazes contra todas essas variantes. Lembrando que a eficácia dos imunizantes é evitar que a doença evolua para um quadro mais grave, mas na maioria dos casos também evita a infecção, deixando o corpo mais preparado para combater coronavírus. Atualmente, é a única proteção aceita por todos os órgãos mundiais da saúde.

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