terça-feira, 26 janeiro 2021
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UFSC identifica ultrafreezers que podem ser utilizados para conservação de vacinas

Os equipamentos permitem a conservação dos imunizantes que exigem temperaturas de -70 graus.

01:42

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) identificou, preliminarmente, pelo menos oito freezers de ultrabaixa temperatura que poderão ser cedidos à Prefeitura Municipal de Florianópolis para o armazenamento de vacinas contra a Covid-19 que exigem conservação a temperaturas de -70 graus centígrados.

Em resposta a ofício da Prefeitura, a Universidade informa também que possui duas liquefatoras de nitrogênio, com capacidade de produção de 2,5 e 5 litros por hora de líquido criogênico que atinge a mesma temperatura. Os detalhes e as condições para a cessão dos equipamentos serão definidos em uma reunião entre as partes no começo de janeiro.

No dia 18 de dezembro, a Diretora de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis, Priscilla Valler dos Santos, enviou ofício ao reitor Ubaldo Balthazar solicitando apoio da UFSC em ações de combate à pandemia em Florianópolis, que vive um recrudescimento dos casos de contaminação.

Segundo a Diretora, as ações planejadas compreendem a ampliação da equipe de Vigilância Epidemiológica para aumentar a capacidade de investigação e monitoramento, visando a adoção de medidas de rastreamento e isolamento de casos e contatos. Para isso, ela solicitou à UFSC o uso de uma sala com computadores para uma equipe de 50 investigadores pelo período de seis meses. “Quanto à solicitação de espaços físicos e computadores, constante do mesmo ofício, precisamos apurar detalhes referentes a tal demanda a fim de avaliar em quais condições seria possível estabelecermos parceria”, respondeu o Chefe de Gabinete da Reitoria, Áureo Mafra de Moraes.

A solicitação de uso dos ultrafreezers está relacionada ao planejamento das ações de vacinação da prefeitura, “caso seja necessário o armazenamento dos imunobiológicos a temperaturas inferiores a -70°C”. Algumas vacinas desenvolvidas e já em uso e dezenas de países, como a do laboratório Pfizer, necessitam ser conservadas nessas temperaturas ultrabaixas.

Para atender ao pedido, a Universidade realizou um levantamento que envolveu pelo menos 10 unidades acadêmicas cujos laboratórios utilizam os ultrafreezers em atividades de pesquisa científica. Inicialmente, oito equipamentos foram identificados. Em alguns casos, os ultrafreezers são usados para conservar culturas de células, material bioativo e bactérias e seu uso para as vacinas depende da transferência de parte das amostras.

Em outras situações o compartilhamento não será possível, pois os equipamentos estão com lotação completa para conservação de microorganismos e amostras da Covid-19 que são testadas pela UFSC. “Também destacamos que é inevitável observar as normas de biossegurança, que não permitem que vacinas e medicamentos sejam armazenados no mesmo equipamento (e ambiente) nos quais são armazenados microrganismos e amostras clínicas, pelo risco que representam”, ressaltou Áureo de Moraes no seu ofício-resposta.

Em relação às liquefatoras de nitrogênio, os equipamentos possuem capacidade de produção de 2,5 e 5 litros por hora, com reservatório de 200 e 300 litros, respectivamente. Essa produção supre a necessidade interna da UFSC e gera um excedente semanal, que pode ser utilizado para conservação de imunobiológicos, já que esse líquido criogênico atinge temperatura de -70ºC. Neste caso, a Prefeitura precisaria adquirir recipientes apropriados para armazenar o líquido. A UFSC ofereceria treinamento para correta manipulação do material.

Fonte: UFSC

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