Cestarias trançadas com técnicas passadas de geração em geração, fotografias que capturam o cotidiano nas aldeias e saberes ancestrais sobre plantas medicinais e alimentação. É esse universo que a UFSC Blumenau convida a conhecer ao longo de abril, mês em que o Brasil celebra, no dia 19, o Dia do Índio.
A programação faz parte do Abril Indígena da UFSC, organizado pela Coordenadoria de Relações Étnico-Raciais (Coema), vinculada à Pró-reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe). Podem participar estudantes e lideranças indígenas, pesquisadores, docentes, servidores técnico-administrativos e a comunidade em geral.
A exposição
Quem circular pelo Bloco B do campus pode visitar a exposição “Memórias da Terra: Povos Indígenas no Vale do Itajaí”, instalada nos painéis das escadarias e na Biblioteca Setorial. A mostra reúne fotografias e cestarias produzidas por indígenas Laklãnõ/Xokleng e Guarani, povos que historicamente habitam a região.
As obras revelam aspectos do cotidiano nas aldeias, das práticas alimentares, do uso de ervas medicinais e da relação com o território. Mais do que uma vitrine cultural, a exposição afirma a continuidade de tradições vivas e as formas de resistência desses povos ao longo do tempo.
A roda de conversa
No dia 29 de abril, às 19h, na Sala B107, o debate ganha voz. A roda de conversa “Povos Originários no Vale do Itajaí: história e atualidade” terá como convidada a professora indígena Laklãnõ/Xokleng Maria Elis Tolym Nunc-Nfôonro, pesquisadora da cultura indígena.
Ela vai trazer reflexões sobre a trajetória histórica e a situação atual dos povos originários da região. O evento é aberto à comunidade e oferece certificação para participantes inscritos. As inscrições podem ser feitas previamente clicando aqui.
Presença indígena na UFSC
A universidade conta hoje com 225 estudantes indígenas em seus diversos campi em Santa Catarina, pertencentes a povos como Kaingang, Xokleng, Guarani, Baniwa e Kambeba, entre outros. Uma diversidade de territórios, saberes e identidades que o Abril Indígena busca tornar ainda mais visível.
Para a assistente social da Coema, Juliane Pasqualeto, o evento vai além da celebração. “O Abril Indígena reafirma o compromisso da UFSC com a promoção da justiça social, da equidade e do reconhecimento da diversidade sociocultural”, afirma. Para ela, a iniciativa contribui para fortalecer a presença indígena na universidade e para a construção de um ambiente acadêmico mais inclusivo e plural.
Pasqualeto destaca ainda que o evento “promove o debate público sobre questões fundamentais para os povos originários, ampliando a conscientização da sociedade sobre direitos, desigualdades históricas e a importância do respeito à diversidade cultural”.
Com informações do Serviço de Comunicação UFSC Blumenau





