Em uma declaração nas redes sociais neste sábado (3/01/26), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que forças americanas realizaram um ataque militar em larga escala na Venezuela. A ação resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, que, segundo Trump, foram retirados do país por via aérea.
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A operação aconteceu durante a madrugada e foi marcada por intensas explosões em Caracas, capital venezuelana. Moradores relataram pelo menos sete detonações em cerca de 30 minutos, além de tremores, apagões e o sobrevoo de aeronaves em baixa altitude, especialmente na região da base aérea de La Carlota, ao sul da cidade.
Vídeos publicados nas redes sociais mostram colunas de fumaça saindo de instalações militares. Partes de Caracas ficaram sem energia elétrica, aumentando o clima de tensão nas ruas.
De acordo com Trump, a ofensiva foi coordenada com o apoio da Polícia dos EUA. Ele prometeu divulgar mais informações em uma entrevista coletiva marcada para as 13h (horário de Brasília), no resort Mar-a-Lago, na Flórida.
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, afirmou que o paradeiro de Maduro é desconhecido e exigiu dos Estados Unidos uma prova de vida do líder venezuelano que está no poder desde 2013.
Em comunicado oficial, o governo venezuelano classificou a ação como tentativa de “guerra colonial” e acusou os EUA de buscar o controle de recursos estratégicos como petróleo e minerais. Caracas também anunciou que se reserva ao direito de legítima defesa e apelou para a solidariedade de países da América Latina e do Caribe.
A escalada de tensão entre os dois países vinha se intensificando desde agosto de 2025, quando os EUA aumentaram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão de Nicolás Maduro. Na época, houve reforço da presença militar americana no Mar do Caribe, oficialmente com o objetivo de combater o narcotráfico.
Entretanto, fontes do governo americano vinham indicando, sob anonimato, que o verdadeiro plano era promover uma mudança de regime em Caracas. Em novembro, Trump e Maduro chegaram a conversar por telefone, mas o diálogo não avançou, segundo a imprensa dos EUA. Maduro teria recusado a possibilidade de deixar o poder.
No mesmo período, Washington classificou o grupo venezuelano Cartel de los Soles como organização terrorista, acusando Maduro de liderá-lo. Também houve apreensões de navios petroleiros e bloqueios contra embarcações sancionadas. Os EUA demonstram interesse direto nas vastas reservas de petróleo venezuelanas, consideradas as maiores do mundo.
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