Na tarde de 19 de maio (2026), uma cena de violência interrompeu um momento que deveria ser de cuidado e proteção. Dentro de casa, no bairro Salto do Norte, em Blumenau, uma mulher foi atacada enquanto amamentava a filha de apenas dois anos. Ela sofreu graves ferimentos na cabeça e em outras partes do corpo, precisou passar por cirurgia e ficou hospitalizada. O filho dela, de 11 anos, também foi agredido ao tentar defender a mãe e pedir ajuda.
Poucas horas depois do crime, um suspeito de ser o autor das agressões foi preso em flagrante. Desde então, a investigação conduzida pela Delegacia de Homicídios do Departamento de Investigações Criminais (DIC) de Blumenau avançou para além das circunstâncias inicialmente conhecidas. Nesta segunda-feira (1/06), a Polícia Civil cumpriu três mandados de prisão preventiva e um mandado de prisão temporária relacionados ao caso.
De acordo com a investigação, surgiram indícios da possível prática dos crimes de coação no curso do processo e fraude processual por pessoas ligadas ao executor das agressões. Testemunhas relataram ameaças, intimidações e tentativas de interferir na produção de provas, além de possíveis ações para ocultar ou alterar elementos considerados importantes para o esclarecimento dos fatos.
As diligências também levaram os investigadores a uma nova linha de apuração sobre a motivação do crime. Depoimentos colhidos apontam para desavenças relacionadas ao tráfico de drogas e à cobrança de dívidas ilícitas envolvendo terceiros. Com isso, a Polícia Civil passou a investigar a possível existência de um mandante intelectual.
Segundo a linha investigativa atualmente desenvolvida, há suspeitas de que o agressor possa ter agido em benefício de outra pessoa. A hipótese está sendo aprofundada por meio da análise de provas técnicas, depoimentos e dados telemáticos obtidos durante as investigações.
Diante dos elementos reunidos até o momento, a Polícia Civil solicitou ao Poder Judiciário a adoção de medidas cautelares, incluindo prisões, buscas e apreensões e acesso a dados armazenados em aparelhos eletrônicos. Conforme a corporação, as medidas são consideradas essenciais para preservar provas e identificar todos os envolvidos.
A investigação continua em andamento. Agora, o foco é esclarecer toda a dinâmica do crime, identificar possíveis coautores ou participantes e verificar se havia uma cadeia de comando por trás de uma agressão que começou dentro de uma residência e pode revelar uma trama muito maior.





