A Teka chega aos seus 100 anos de história em plena aceleração. Com previsão de faturar R$ 720 milhões em 2026 — um crescimento de 44% sobre os R$ 500 milhões atuais — a tradicional indústria têxtil brasileira aposta em inovação, investimentos e proximidade com o consumidor para comemorar o centenário abrindo um novo capítulo de sua trajetória.
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Um dos principais passos dessa transformação é a modernização dos parques industriais de Blumenau (SC) e Artur Nogueira (SP), que deve receber cerca de R$ 50 milhões em investimentos neste ano. A empresa pretende dobrar sua capacidade de produção mensal, saltando de 700 para 1.200 toneladas, e alcançar um nível tecnológico compatível com os principais players do setor.
“A renovação de equipamentos permitirá à Teka alcançar patamar tecnológico equivalente ao de seus principais concorrentes”, afirma Angelo Guerra Netto, integrante do Comitê de Reestruturação da companhia.
O avanço industrial vem acompanhado de uma estratégia comercial voltada para o consumidor final. A Teka estreou recentemente sua operação de e-commerce, atualmente em fase de testes, e também inaugurou sua primeira loja física no Outlet Premium de Itupeva (SP). A entrada no varejo direto marca uma nova etapa na relação da marca com o público e amplia os canais de distribuição.
Com esse pacote de ações, a companhia projeta um 2026 não apenas comemorativo, mas também de retomada firme de posição no mercado. “Queremos voltar a ter os produtos da Teka presentes nas casas da maioria dos brasileiros e seguir adiante de forma sustentável”, resume Guerra Netto.
Reestruturação pavimentou o caminho
Por trás desse novo momento está um processo profundo de reestruturação. Em recuperação judicial desde 2012, a Teka teve sua viabilidade operacional e financeira atestada por um relatório da auditoria independente Grant Thornton, entregue à Justiça no fim de 2025. A análise técnica foi determinada pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina após a suspensão da falência da companhia, em março do mesmo ano.
O parecer positivo permitiu à empresa protocolar um novo plano de recuperação judicial, com propostas revisadas de pagamento aos credores. Desde junho de 2025, a reestruturação é liderada pelo Alumni FIP — fundo que detém 40% das ações da Teka — com assessoria da EXM Partners.
Entre as frentes trabalhadas estão ajustes de governança, revisão de passivos, reorganização da gestão e medidas de eficiência operacional. Um dos avanços mais significativos foi o pedido de transação tributária federal que deve reduzir o passivo fiscal de R$ 2,3 bilhões para R$ 226 milhões.
A regularização também chegou ao campo trabalhista. Em novembro de 2025, a empresa firmou um acordo no valor de R$ 70 milhões, que beneficiará 2.333 trabalhadores, entre ativos e inativos. Os pagamentos serão realizados com recursos de contas judiciais e da venda de imóveis não operacionais.
Com um plano sólido, novos investimentos e canais diretos com o consumidor, a Teka se prepara para entrar no segundo século de vida pronta para competir em um novo cenário — sem abrir mão de suas raízes industriais, agora modernizadas.
Confira a entrevista que fizemos com Angelo Guerra Netto em dezembro de 2025
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