quarta-feira, 26 janeiro 2022
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Taxa de desocupação caiu para 5,3% em Santa Catarina, segundo o IBGE

Apesar de ser o melhor resultado desde 2016, houve queda de renda e aumento da informalidade.

A taxa de desocupação em Santa Catarina recuou 0,5% entre o segundo e o terceiro trimestre de 2021, caindo para 5,3%, aponta o IBGE. A taxa catarinense se mantém, assim, a menor do país e é a mais baixa que o estado registra desde o início de 2016 As informações são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (PNAD Continua), divulgada na terça-feira (30/11/21) pelo IBGE.

A desocupação no estado foi inferior a 3% em trimestres dos três primeiros anos da série histórica da PNAD, de 2012 a 2014. O resultado atual é o melhor em mais de cinco anos, ou seja, mais pessoas ocupando uma vaga de trabalho.

A queda em relação ao segundo trimestre de 2021 corresponde a 21 mil pessoas desocupadas a menos em Santa Catarina. O estado tinha no terceiro trimestre deste ano 3,92 milhões de pessoas na força de trabalho, das quais 3,71 milhões estavam ocupadas.

A população desocupada somava 207 mil pessoas.

Após a catarinense, as menores taxas de desocupação foram as do Mato Grosso (6,6%) e Mato Grosso do Sul (7,6%). A taxa nacional foi de 12,6%, ou seja, 16% a menos que no semestre anterior. Há ainda no pais, entretanto, 13,5 milhões de pessoas buscando emprego.

A comparação do terceiro trimestre de 2021 com o mesmo período de 2020 revela o contraste entre o período mais próximo ao início da pandemia e a recuperação recente Santa Catarina tinha, no terceiro trimestre do ano passado, uma taxa de desocupação de 6.7%

A queda da desocupação no estado, porém, foi acompanhada da queda do rendimento habitual de todos os trabalhos. No terceiro trimestre de 2020, esse rendimento era de R$ 2.981, no segundo trimestre de 2021, de 2.922, no terceiro trimestre de 2021, de R$ 2.817.

Houve, além disso, aumento de 0,8% de trabalhadores catarinenses na informalidade frente ao trimestre anterior. Isso corresponde a 40 mil pessoas a mais nessa condição, fazendo com que passem a totalizar 988 mil pessoas. Ainda assim, a taxa de informalidade de Santa Catarina é a menor do país (26,6%).

Diminuiu em 7 mil o total de trabalhadores domésticos sem carteira assinada. Em contrapartida as categorias empregados do setor privado sem carteira assinada (15,3%) e trabalhadores por conta própria sem CNP) (4,3%) contribuíram para o aumento da informalidade.

O Blumenauense
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