Tainha na mesa e rede cheia: safra passa de 200 toneladas em Santa Catarina

Temporada movimenta praias, ranchos de pesca, turismo e garante renda em cidades do litoral.

Imagem (ilustrativa): OBlumenauense

O cheiro da tainha assando, o movimento nos ranchos e a expectativa na areia fazem parte da rotina de muitas cidades do litoral catarinense nesta época do ano. E a temporada de 2026 vem trazendo uma boa notícia para pescadores e comunidades costeiras: a safra já ultrapassou 200 toneladas em Santa Catarina.

Os números mais recentes do Ministério da Pesca e Aquicultura mostram que foram registradas 81,9 toneladas na modalidade arrasto de praia e outras 130,93 toneladas no emalhe anilhado. Os dados reforçam o peso da pesca artesanal durante a safra da tainha no estado.

Além das redes cheias, a temporada mexe com a economia de norte a sul do litoral. Restaurantes, comércios, pousadas e atividades ligadas ao turismo acompanham de perto o andamento da pesca, que também garante renda para centenas de famílias catarinenses.

Para a Secretaria de Estado da Aquicultura e Pesca, os resultados refletem tanto a importância econômica da atividade quanto o comprometimento dos pescadores com a pesca legal e sustentável.

O secretário Fabiano Müller Silva destacou que a pesca tem papel forte na cultura catarinense e que a safra da tainha movimenta diferentes setores da economia. Segundo ele, o arrasto de praia também transforma os ranchos em pontos de encontro e celebração durante a temporada.

A tradição segue viva principalmente nas cidades onde famílias inteiras acompanham a chegada dos cardumes na faixa de areia. Em muitos pontos do litoral, moradores e turistas se reúnem para assistir aos lances das redes e ao trabalho dos pescadores.

Os dados da safra seguem sendo atualizados diariamente pelo sistema PesqBrasil, do Ministério da Pesca e Aquicultura.


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