Mais de seis meses depois da morte de Edson Alves Vieira, conhecido como “Fio”, a investigação chegou nesta sexta-feira a um bar da Rua Bahia, em Blumenau. Foi ali que policiais prenderam um homem de 32 anos apontado como autor intelectual do homicídio ocorrido em 8 de fevereiro de 2026, no Morro da Dona Edith, no bairro Velha Grande.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito seria uma liderança de uma organização criminosa com atuação naquela região. Ele tinha um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça desde 8 de julho e vinha sendo acompanhado pelas equipes para que sua rotina e localização fossem identificadas.
A operação foi conduzida pela Delegacia de Homicídios do Departamento de Investigações Criminais (DH/DIC) de Blumenau, com apoio do Núcleo de Inteligência (NINT) da 3ª Delegacia Regional de Polícia.
Além da prisão, os policiais cumpriram três mandados de busca e apreensão em residências. A intenção é reunir novos elementos relacionados tanto ao assassinato quanto à atuação da organização criminosa investigada.
Vítima teria passado por “tribunal do crime”
A morte de “Fio”, conforme a investigação, teria sido decidida depois que informações sobre supostas condutas atribuídas a ele chegaram ao conhecimento da organização criminosa.
A Polícia Civil apurou que a vítima teria sido submetida a uma espécie de “tribunal do crime”. Depois disso, teria sido atraída para uma emboscada e morta com diversos golpes de arma branca.
Para chegar ao homem preso nesta sexta-feira, os investigadores reconstruíram a dinâmica do assassinato, buscaram identificar quem participou diretamente da execução e apuraram como a organização criminosa teria interferido no caso.
Os elementos reunidos indicam que o suspeito, por ocupar uma posição de liderança no grupo, teria recebido ou tomado conhecimento das informações contra a vítima. O caso teria passado pelo crivo da organização e, posteriormente, ele teria determinado a execução de “Fio”.
A investigação também aponta que, depois do homicídio, o homem teria agido para dificultar o trabalho policial e impedir o esclarecimento completo do crime. A situação levou a Delegacia de Homicídios a aprofundar as diligências.
Adultos presos e adolescentes apreendidos
O homem de 32 anos não foi o primeiro investigado localizado no caso. Durante a apuração, outro já havia sido preso, apontado como integrante do núcleo responsável por executar o homicídio.
Três adolescentes, apontados pelas Polícia Civil, como envolvidos nos fatos também foram apreendidos por determinação judicial. Ao fim do inquérito, os dois investigados maiores de idade foram indiciados por homicídio qualificado, corrupção de menores e integração de organização criminosa.
Com a prisão realizada nesta sexta-feira, todos os envolvidos identificados pela Polícia Civil ao longo de mais de seis meses de investigação estão agora à disposição da Justiça.





