Suspeito de feminicídio é preso em Gaspar após cerco policial

Ele estava nas proximidades do local onde cometeu o crime e tentou novamente fugir em direção à área de mata.

Foto: Polícia Militar de Gaspar (SC)

O homem acusado de assassinar Dalva Paterno da Silva, de 56 anos, foi preso após dois dias de buscas em Gaspar (SC). Na noite desta terça-feira (5/08/25), a família avisou a Polícia Militar de que ele havia voltado ao local do crime, na Rua Olga Bohn, no bairro Figueira. A corporação já estava em seu encalço desde a tarde do dia anterior, data do feminicídio, quando o suspeito fugiu de bicicleta para uma área de mata.

Foto: Polícia Civil de Gaspar (SC)

Desta vez, porém, o ex-marido de Dalva, que tinha histórico de violência doméstica, não conseguiu escapar do cerco policial e acabou preso. Em seguida, foi encaminhado ao Presídio Regional de Blumenau, onde aguardará os próximos passos da Justiça.

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O delegado Filipe Martins instaurou o inquérito policial e representou pela prisão temporária, medida que foi referendada pelo Ministério Público e decretada pelo Poder Judiciário.

Como é comum em casos de feminicídio, o homem não aceitava o fim do relacionamento com a ex-companheira. No último sábado (2), Dalva havia obtido uma medida protetiva para que ele se afastasse dela, possivelmente temendo o que acabou acontecendo.

Segundo as primeiras informações apuradas pela Polícia Civil, dois dias depois ele invadiu a casa onde Dalva morava e a agrediu com uma assadeira na cabeça. Em seguida, desferiu golpes de arma branca — possivelmente uma faca — nas costas da vítima.

Câmeras de videomonitoramento da Rua Olga Bohn registraram o momento em que ele fugia de bicicleta. A Polícia Militar foi acionada pela filha de Dalva, que encontrou o corpo da mãe em uma cena que dificilmente sairá de sua memória.

Com o apoio do canil e do helicóptero, foram realizadas buscas, mas, inicialmente, ele conseguiu escapar. No entanto, ao voltar à cena do crime, acabou sendo localizado e preso.

A polícia ainda não informou se a arma foi encontrada. No dia da fuga, ela não estava no local, e a suspeita é de que tenha sido levada pelo agressor. A prisão temporária é válida por 30 dias, período em que a Polícia Civil reunirá provas para indiciar o ex-marido.

Estendemos nossos sentimentos aos familiares e amigos de Dalva, que vivem este momento de luto. Que a Justiça seja feita e o responsável pelo assassinato pague pelo crime cometido.

Precisamos de uma solução melhor para as mulheres que estão em grande risco após serem vítimas de violência e solicitarem uma medida de proteção. Até quando veremos mulheres receberem sua sentença de morte por parte de quem não aceita o fim do relacionamento?

 


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