Suspeito de agredir companheira grávida e provocar a morte do filho é preso em Gaspar (SC)

O episódio aconteceu no fim de janeiro deste ano, mas ganhou repercussão dias depois, durante o sepultamento do recém-nascido.

Foto: Polícia Civil de Gaspar (SC)

Um homem de 24 anos foi preso preventivamente nesta quarta-feira (25/02/26), em Gaspar, suspeito de agredir a companheira, que estava grávida de cerca de sete meses. De acordo com a Polícia Civil, as agressões teriam provocado a antecipação do parto e contribuído para a morte do bebê logo após o nascimento. A prisão foi efetuada pela Delegacia de Gaspar, responsável pela investigação do caso.

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Denúncia surgiu durante sepultamento

O episódio aconteceu no fim de janeiro deste ano, mas ganhou repercussão dias depois, durante o sepultamento da criança. Em meio à cerimônia, bastante abalada, a mãe do bebê relatou a familiares e amigos que havia sido vítima de agressões praticadas pelo companheiro. Na ocasião, ela atribuiu a ele a responsabilidade pela morte do filho.

A partir do relato, a Polícia Civil instaurou inquérito e iniciou uma série de diligências para esclarecer os fatos.

Depoimentos e documentos reforçam apuração

Em depoimento na Delegacia de Polícia, a mulher confirmou as agressões. Ela também apresentou documentos que comprovam tanto o nascimento quanto o óbito do recém-nascido. Outros elementos de prova foram reunidos ao longo da investigação para sustentar a versão apresentada pela vítima.

O prontuário médico solicitado pela autoridade policial trouxe ainda uma informação adicional: o suspeito teria sido retirado do hospital por um segurança, após protagonizar agressões verbais em tom elevado dentro do quarto da paciente, antes da alta hospitalar.

Histórico de violência pesou na decisão

Segundo o delegado Filipe Martins, responsável pelo caso, o investigado possui histórico de violência. Ele já havia sido preso anteriormente por homicídio e também foi indiciado por agressões contra a mesma companheira. O casal é natural do estado de Alagoas.

Diante dos indícios reunidos e do histórico do suspeito, o delegado representou pela prisão preventiva. O pedido foi acolhido pelo Ministério Público e posteriormente decretado pelo Poder Judiciário.

Possível enquadramento por homicídio

Conforme explicou o delegado, se ficar comprovado o nexo entre as agressões e a morte do recém-nascido, o homem poderá responder por homicídio, além do crime de lesão corporal contra a companheira.

O suspeito foi encaminhado ao presídio local e deverá passar por audiência de custódia nas próximas horas. A investigação segue em andamento para esclarecer todas as circunstâncias do caso.


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