A disputa pelo Governo de Santa Catarina começa a ganhar forma. Até esta quinta-feira (6/08/26), sete nomes haviam sido confirmados nas convenções partidárias: Jorginho Mello, João Rodrigues, Gelson Merisio, Marcelo Brigadeiro, Marcus Sodré, Laís Chaud e Ralf Zimmer.
Mas há uma diferença importante. Ser escolhido em convenção não significa que a candidatura já esteja registrada e aprovada pela Justiça Eleitoral. Os partidos têm até as 19h do dia 15 de agosto para apresentar a documentação, enquanto a campanha começa oficialmente no dia seguinte.
Na extração dos dados abertos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), gerada às 19h30 de quarta-feira (5), apenas a chapa formada por Jorginho Mello e Adriano Silva já aparecia entre os pedidos de Santa Catarina. Isso não quer dizer que os outros seis nomes estejam fora. Eles ainda podem ser incluídos dentro do prazo.

Jorginho Mello tenta a reeleição
Atual governador, Jorginho Mello concorre pelo PL e terá como vice Adriano Silva, do Novo. A coligação reúne ainda Republicanos, Podemos, Avante, Agir, Democracia Cristã e a Federação PSDB Cidadania.
Natural de Ibicaré (Meio-Oeste), Jorginho nasceu em 1956 e tem formação em Estudos Sociais, Administração e Direito. Trabalhou no antigo Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) e iniciou a trajetória política como vereador de Herval d’Oeste, em 1976.
Depois vieram quatro mandatos de deputado estadual, a presidência da Assembleia Legislativa e uma passagem como governador interino, em 2009. Também foi deputado federal, senador e, em 2022, chegou ao Governo do Estado.

João Rodrigues deixa o Oeste para buscar o governo
O principal adversário de Jorginho entre os nomes já confirmados é João Rodrigues, do PSD. Ele terá como vice Carlos Chiodini, do MDB, em uma aliança que também envolve a Federação União Progressista.
Nascido em São Valentim, no Rio Grande do Sul, João construiu a carreira política no Oeste catarinense. Foi vice-prefeito e prefeito de Pinhalzinho, deputado estadual, deputado federal e secretário estadual da Agricultura.
Chapecó se tornou sua principal base eleitoral. João Rodrigues foi escolhido quatro vezes para comandar a prefeitura, com o mandato mais recente iniciado em janeiro de 2025. Em 2026, deixou o cargo para entrar na corrida pelo governo catarinense.

Merisio volta à disputa oito anos depois
Gelson Merisio, do PSB, retorna à eleição estadual com Ângela Albino, do PDT, como vice. Sua candidatura reúne partidos de esquerda, entre eles PT, PSB, PDT, PSOL e Rede.
Administrador e natural de Xaxim, Merisio começou na política como vereador de Xanxerê. Também presidiu a Câmara Municipal, ocupou cargos em entidades empresariais e foi diretor financeiro da Casan.
Na Assembleia Legislativa, exerceu mandatos entre 2005 e 2019 e presidiu a Casa em dois períodos. Em 2018, venceu o primeiro turno da eleição para governador, mas perdeu no segundo para Carlos Moisés. Desde então, passou por diferentes partidos até chegar ao PSB.

Marcelo Brigadeiro estreia nas urnas
Marcelo Brigadeiro representa o partido Missão e terá o coronel Marcelo Rodrigues como candidato a vice. É a primeira vez que ele disputa um cargo eletivo.
Seu nome completo é Marcelo Marcel Franco José da Silva. Natural do Rio de Janeiro e formado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal Fluminense, construiu a trajetória profissional ligada às artes marciais.
Foi atleta, treinador e organizador de eventos esportivos. Morou em Liverpool, na Inglaterra, entre 2007 e 2011, e depois se estabeleceu em Balneário Camboriú. Também exerceu funções técnicas e de direção na Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte).

Marcus Sodré representa o PSTU
Professor de História e dirigente sindical, Marcus Alexandre Sodré será o candidato do PSTU. A professora Tatiane Pasdiora foi escolhida como vice.
Sodré atua nas redes estadual e municipal de ensino e já ocupou a vice-coordenação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina, o Sinte-SC.
Ele também acumula outras participações eleitorais. Em 2004, concorreu à Prefeitura de Itajaí e recebeu 585 votos. Depois disputou vagas no Legislativo estadual, mas nunca foi eleito. Esta será sua primeira candidatura ao Governo de Santa Catarina.

Laís Chaud é o nome da Unidade Popular
A Unidade Popular confirmou Laís Paganelli Chaud para o governo, com Nathália Melo como vice. É a primeira vez que o partido apresenta uma chapa ao Executivo catarinense.
Laís é psicóloga formada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde também concluiu o mestrado em Psicologia, em 2024. Sua trajetória inclui atuação no movimento estudantil e no Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas.
Ela nunca exerceu mandato eletivo. A eleição de 2026 será sua primeira disputa por um cargo no Executivo estadual.

Ralf Zimmer tenta o governo pela segunda vez
Ralf Zimmer foi confirmado pela Federação Renovação Solidária, formada por PRD e Solidariedade. Até a última atualização, o candidato a vice ainda não havia sido divulgado.
Advogado natural de Chapecó, Zimmer foi defensor público-geral de Santa Catarina entre 2016 e 2018. Ganhou projeção estadual em 2020, quando apresentou o pedido de impeachment do então governador Carlos Moisés relacionado à equiparação salarial dos procuradores do Estado.
Em 2018, disputou uma vaga de deputado federal. Quatro anos depois, concorreu ao governo pelo Pros e recebeu 3.828 votos. Agora faz sua segunda tentativa de chegar ao comando do Estado.
Prazo ainda pode mudar o quadro
Outros nomes chegaram a aparecer durante o período de articulações. Hélio Vaz, do Agir, foi apresentado como pré-candidato, mas desistiu e anunciou apoio à reeleição de Jorginho Mello.
Brunno Andrade também apareceu na lista de pré-candidatos divulgada pelo PCO. Até a manhã desta quinta-feira, porém, não havia sido localizada uma confirmação pública de sua homologação em convenção nem um pedido no arquivo do TSE consultado.
O cenário definitivo deve ficar mais claro depois de 15 de agosto. A partir daí, será possível saber quais chapas apresentaram a documentação, quem teve o registro questionado e quais candidatos estarão oficialmente autorizados a pedir votos nas eleições de outubro.





