A Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina confirmou neste sábado (8/11/25) a ocorrência de três tornados no Oeste do estado. Os fenômenos atingiram os municípios de Dionísio Cerqueira, Xanxerê e Faxinal dos Guedes, e foram confirmados após análises de radar, vistorias em campo e registros fotográficos dos danos.
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Os tornados se formaram durante a passagem de uma frente fria combinada à formação de um ciclone extratropical sobre o oceano Atlântico Sul. A interação desses sistemas gerou nuvens de grande desenvolvimento vertical, granizo, ventos fortes e descargas elétricas — cenário típico para a ocorrência de correntes ascendentes e descendentes intensas, que resultaram nos tornados observados.

Segundo a Defesa Civil, os fenômenos tiveram curta duração, mas provocaram danos intensos e concentrados. Em Dionísio Cerqueira, houve quedas de árvores, destelhamentos e falta temporária de energia. Em Xanxerê, estruturas foram parcialmente destruídas, veículos danificados e um ônibus chegou a tombar. Já em Faxinal dos Guedes, árvores foram arrancadas em diferentes direções e telhados danificados, evidenciando a força dos ventos.

As análises do radar meteorológico de Chapecó mostraram assinaturas típicas de rotação — com ventos opostos próximos entre si e baixa correlação de sinal (RhoHV) —, o que indica a presença de detritos atmosféricos, como telhas, galhos e poeira sendo lançados pelo ar. Essas evidências confirmaram a formação dos três tornados.
Os meteorologistas destacam que esse tipo de fenômeno é caracterizado por uma circulação muito intensa e concentrada, com o núcleo de rotação em contato direto com o solo. Mesmo com poucos minutos de duração, os tornados podem gerar rajadas acima de 100 km/h, provocando destruição severa em áreas restritas.

Santa Catarina é uma das regiões do país com maior incidência de tornados e microexplosões, devido à sua posição geográfica e ao encontro de massas de ar quente e fria, principalmente na primavera e no verão. O órgão reforça que o episódio foi antecedido por avisos meteorológicos emitidos por SMS, WhatsApp e Cell Broadcast, além de boletins diários ao longo da semana, o que permitiu rápida mobilização das equipes locais.
Tempestades e ventos extremos
Além dos tornados, a mesma frente fria causou fortes tempestades em diversas cidades do Oeste. Foram registradas rajadas acima de 80 km/h, granizo e chuva intensa em curtos períodos. Os danos incluíram destelhamentos, queda de árvores, interrupções na rede elétrica e bloqueios de estradas.
As coordenadorias regionais da Defesa Civil em Xanxerê e Dionísio Cerqueira relataram destruição de coberturas, danos em estruturas agrícolas e deslizamentos pontuais. Em propriedades rurais, galpões e estufas foram parcialmente destruídos, e equipamentos agrícolas acabaram danificados.
Imagens de radar mostraram campos de refletividade e velocidade típicos de tempestades supercelulares — as mais severas da atmosfera —, capazes de produzir tornados, ventos muito fortes e granizo em trajetórias curtas e concentradas.
Chuvas volumosas no Litoral Sul
Enquanto o Oeste enfrentava ventos extremos, o Litoral Sul registrou acumulados expressivos de chuva. Em apenas 12 horas, estações meteorológicas da Defesa Civil, Epagri e Cemaden registraram 124 mm em Jacinto Machado e Tubarão, 110 mm em Sombrio, 108 mm em Morro Grande, 98 mm em Araranguá e cerca de 90 mm em Balneário Gaivota e Praia Grande.
Os volumes se aproximaram da média de todo o mês de novembro, que varia entre 140 e 200 mm. O excesso de chuva causou transbordamento de rios, alagamentos pontuais e bloqueios de vias em cidades como Morro da Fumaça, Meleiro e Turvo. As coordenadorias regionais forneceram lonas e apoio emergencial às prefeituras.
Monitoramento e orientações à população
A Defesa Civil estadual segue em observação permanente, acompanhando a evolução do tempo em todas as regiões. O sistema meteorológico que provocou os temporais já se deslocou para o oceano, e a tendência é de diminuição gradual da chuva nos próximos dias.
A orientação à população é evitar abrigar-se sob árvores, postes ou estruturas metálicas durante tempestades. Em situações de emergência, o contato deve ser feito pelos números 199 (Defesa Civil) e 193 (Corpo de Bombeiros).
Quem quiser receber alertas gratuitos pode enviar o CEP por SMS para 40199 ou acompanhar as atualizações em www.defesacivil.sc.gov.br e nas redes oficiais do órgão.
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