Santa Catarina reforça protocolos contra intoxicação por metanol, mesmo sem casos registrados

Governo mobiliza rede de saúde, Procon e forças de segurança para atuação preventiva após ocorrências em São Paulo.

Foto: Airam Dato / Pexels [via Canvas]

O Governo de Santa Catarina mobilizou a rede de saúde e de vigilância para reforçar os protocolos de atendimento e garantir a detecção precoce de possíveis casos de intoxicação por metanol. A medida segue determinação do governador Jorginho Mello e foi adotada mesmo sem registros no estado. O antídoto para tratamento está disponível na rede hospitalar.

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Nas últimas semanas, São Paulo confirmou casos de intoxicação relacionados ao consumo de destilados adulterados, o que configurou um Evento de Saúde Pública (ESP). Diante do cenário, Jorginho Mello determinou aumento da fiscalização e a preparação imediata dos serviços de saúde. “Estamos com Saúde a postos, Procon atuando e Forças de Segurança prontas para investigar qualquer indício. Esperamos não precisar, mas estamos preparados”, destacou o governador após reunião com representantes da Saúde, Procon-SC, Imetro-SC e Polícia Civil, realizada na quinta-feira (2/10/25).

A Secretaria da Saúde reforça que a rapidez no atendimento é essencial. Em caso de suspeita, os profissionais devem acionar o CIATox-SC pelos números 0800 643 5252 (24h) ou (48) 3721 9173. Também é importante guardar a embalagem da bebida suspeita, informar o local de compra e identificar possíveis outros consumidores. Os sintomas iniciais podem surgir em até seis horas, como dor de cabeça, tontura, náuseas, visão turva e um quadro de “embriaguez atípica”. Em casos graves, a intoxicação pode causar convulsões, cegueira irreversível, insuficiência renal e até falência de múltiplos órgãos.

O secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, ressaltou que a rede estadual já recebeu nota técnica com orientações de manejo clínico e protocolos definidos. “Estamos preparados para atender qualquer suspeita, inclusive com exames rápidos e antídoto disponível”, disse. Em Santa Catarina, o último óbito por ingestão de metanol ocorreu em 2022, mas foi associado ao consumo de combustível e não teve relação com bebidas adulteradas.

Paralelamente, o Procon-SC formalizou com os Procons municipais um Procedimento Operacional Padrão (POP) para padronizar a fiscalização em bares, supermercados e distribuidores. A diretora do órgão, delegada Michele Alves, reforçou que comerciantes terão de comprovar a origem lícita dos produtos alcoólicos. “Estamos convidando setores de entretenimento, distribuidores e associações de supermercados a redobrarem a atenção e evitarem a compra de produtos suspeitos. Todo caso investigado será tratado com rigor”, afirmou.

Fonte: Governo de Santa Catarina


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