Santa Catarina lidera ranking nacional de menor desigualdade de renda, aponta IBGE

Com Índice de GINI de 0,430 em 2024, estado aparece à frente de Rondônia e Mato Grosso; dados integram a Síntese de Indicadores Sociais.

Foto: Jonatã Rocha [SECOM/SC]

Começar o ano com emprego, renda mais equilibrada e menos desigualdade ainda é realidade para poucos no Brasil. Em 2024, Santa Catarina entrou nesse grupo restrito ao aparecer como o estado com a menor desigualdade de renda do país, conforme a Síntese de Indicadores Sociais divulgada pelo IBGE na quarta-feira (3/12/25).

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O principal dado que sustenta esse resultado é o Índice de Gini, que mede como a renda está distribuída entre a população. Em Santa Catarina, o índice ficou em 0,430, o mais baixo entre as 27 unidades da federação. Rondônia e Mato Grosso vêm logo atrás, empatados com 0,442. Já a média brasileira chegou a 0,504, indicando um nível bem maior de concentração de renda.

Para entender esse número: quanto mais próximo de zero, mais igual é a distribuição dos rendimentos; quanto mais perto de um, maior é a desigualdade. Ou seja, dentro desse critério, Santa Catarina aparece com o cenário mais equilibrado do país.

Os dados positivos não param por aí. O mesmo levantamento do IBGE mostra que o estado também tem a menor taxa de desemprego do Brasil, com 2,3%, além da menor taxa de pobreza e extrema pobreza. O rendimento per capita está acima da média nacional, enquanto a participação no Bolsa Família é a menor entre os estados.

Outro termômetro da desigualdade é o Índice Palma, que compara a renda dos 10% mais ricos com a dos 40% mais pobres. Em 2024, Santa Catarina registrou 2,17, novamente o melhor resultado do país. A média nacional ficou em 3,31. Rondônia (2,32) e Mato Grosso (2,34) aparecem na sequência.

No extremo oposto da lista, os estados com maior concentração de renda, segundo o Palma, estão o Distrito Federal (4,28), Pernambuco (3,84) e Roraima (3,74).

O governo do Estado atribui os resultados a ações voltadas ao desenvolvimento regional, com programas de infraestrutura, crédito para pequenos empreendedores, ampliação de serviços no interior e incentivo à instalação de indústrias fora da capital. O governador Jorginho Mello citou esse conjunto de políticas como parte da estratégia para equilibrar oportunidades em todas as regiões.

Já o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, relaciona os números à própria formação econômica catarinense, marcada pela pequena e média propriedade, polos produtivos espalhados pelo território e forte presença do cooperativismo — fatores que, segundo ele, ajudam a explicar uma distribuição de renda mais homogênea.


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