Santa Catarina lidera crescimento do varejo no Sul e registra alta de 5,8% em 2025

Setor de artigos pessoais e supermercados impulsiona resultado; Estado supera média nacional com folga.

Foto: Danilin / Getty Images [via Canvas]

Por trás dos números do comércio varejista de Santa Catarina está um retrato do momento econômico vivido pelo Estado. Os dados divulgados na sexta-feira (13/12/25) pelo IBGE revelam que, entre janeiro e outubro de 2025, as vendas no varejo catarinense cresceram 5,8% — mais do que o triplo da média nacional, que ficou em 1,5%.

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A performance coloca Santa Catarina na vice-liderança do ranking brasileiro, atrás apenas do Amapá (7,7%) e à frente de estados como Paraíba (5,1%), Rio Grande do Sul (2,8%) e Paraná (2,4%). Esse desempenho reforça uma tendência já perceptível: a economia estadual segue em trajetória de expansão, sustentada por pleno emprego e uma renda média superior à do restante do país.

Vetores do crescimento

O avanço não foi homogêneo, mas teve setores com peso relevante puxando a média para cima. O destaque fica para os segmentos de artigos de uso pessoal e doméstico, que cresceram 10,9%, e de supermercados e hipermercados, com alta de 7,4%. Ambos têm em comum o vínculo direto com o consumo cotidiano das famílias — o que indica que o movimento de recuperação ou manutenção do consumo interno está, neste momento, em linha com a capacidade de compra da população.

Em outras palavras, há renda circulando. E quando há renda, o varejo responde.

O secretário estadual de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, atribui o bom desempenho às políticas públicas de estímulo à economia, como os programas Prodec e Pró-Emprego, que juntos já viabilizaram a criação de mais de 110 mil empregos formais no estado. Já o governador Jorginho Mello reforça que esse aquecimento ocorre sem elevação de impostos, com foco em atrair e expandir empresas locais.

Um mercado interno fortalecido

Setores como farmácias, perfumaria e cosméticos (+4,7%), livrarias e papelarias (+4,6%) e combustíveis e lubrificantes (+4%) também registraram crescimento. Mesmo segmentos historicamente mais sensíveis, como vestuário e calçados (+3,2%), fecharam o período no azul.

No entanto, o dado mais interessante da pesquisa talvez esteja justamente nos setores que ficaram no vermelho: móveis (-3,2%) e eletrodomésticos (-3,4%). Esses segmentos costumam responder ao crédito e à confiança de longo prazo das famílias. A retração indica que, apesar da melhora no consumo básico, as compras de maior valor agregado ainda não retomaram o fôlego. O crédito mais caro e a cautela em comprometer a renda no longo prazo podem explicar esse recuo pontual.

Contexto regional e nacional

O crescimento de 5,8% de Santa Catarina, em contraste com o tímido 1,5% do país, destaca o estado como uma exceção positiva no cenário nacional. A diferença de desempenho entre as unidades da federação sugere que políticas locais e estruturas econômicas regionais seguem desempenhando papel decisivo na reação do varejo.

Com base nos dados do IBGE, pode-se dizer que o mercado interno catarinense permanece como um dos motores mais sólidos da economia estadual. O ritmo atual não apenas supera os estados vizinhos, mas também mostra resiliência mesmo diante de um cenário nacional ainda marcado por incertezas e recuperação lenta.


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