Santa Catarina avança em novo piso regional e reajuste médio deve ser de 6,49%

Acordo entre trabalhadores e empresários foi entregue ao governo e proposta será enviada à Assembleia Legislativa para análise.

Foto: Leo Munhoz [SECOM/SC]

O reajuste do piso salarial regional de Santa Catarina para 2026 deu mais um passo nesta quarta-feira, 4 de março de 2026. Representantes dos trabalhadores e do setor empresarial entregaram ao governador Jorginho Mello o acordo que define a atualização dos valores.

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Com base no entendimento firmado entre as partes, o governo estadual vai encaminhar à Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) o projeto de lei que formaliza o reajuste. A atualização média proposta para as quatro faixas salariais é de 6,49%.

Durante o encontro, o governador destacou que o piso regional no estado é resultado de negociações entre empregadores e trabalhadores.

Segundo Jorginho Mello, lideranças da indústria e representantes sindicais participaram da construção do acordo. Ele afirmou que o modelo adotado em Santa Catarina, baseado no diálogo entre os setores, tem servido de referência para outros estados do país.

De acordo com o governador, a negociação conjunta contribui para melhorar a remuneração dos trabalhadores e também estimula a economia estadual.

Foto: Leo Munhoz [SECOM/SC]
Valores propostos

Caso o projeto seja aprovado pelos deputados estaduais, os novos valores do piso regional catarinense deverão ficar assim:

  • Primeira faixa: R$ 1.842,00
  • Segunda faixa: R$ 1.908,00
  • Terceira faixa: R$ 2.022,00
  • Quarta faixa: R$ 2.106,00

O piso regional funciona como referência para categorias profissionais que não possuem salário mínimo definido em convenções ou acordos coletivos.

Histórico de negociação

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Gilberto Seleme, lembrou que o entendimento entre trabalhadores e empresários ocorre há 16 anos por meio de diálogo entre as partes.

Segundo ele, o processo envolve interesses distintos. Enquanto os trabalhadores buscam ampliar ganhos salariais, o setor produtivo também considera fatores como a carga tributária e os custos das empresas.

Seleme explicou que, neste ano, o reajuste inclui a reposição da inflação e cerca de 70% adicionais sobre esse índice, o que deve representar ganho real para os trabalhadores e impacto positivo na economia catarinense.

Conversas começaram no ano passado

O coordenador sindical do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos de Santa Catarina (Dieese-SC) e diretor da Federação dos Trabalhadores no Comércio de Santa Catarina (Fecesc), Ivo Castanheira, informou que as negociações começaram ainda em novembro de 2025.

Ele destacou que esse formato de negociação é adotado desde 2010. Apesar das diferenças de interesses entre empresários e trabalhadores, o processo costuma chegar a um consenso após as rodadas de diálogo.

Segundo Castanheira, o reajuste acordado para 2026 foi considerado positivo dentro do cenário atual das negociações coletivas.

Próxima etapa

Com o envio do projeto de lei pelo governo estadual, caberá agora à Assembleia Legislativa analisar e votar a proposta que define oficialmente o novo piso regional para Santa Catarina.

Se aprovado, o reajuste passará a valer para trabalhadores que não têm salários definidos por convenções coletivas, influenciando a remuneração de diversas categorias no estado.


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