Enquanto obras consideradas estruturantes seguem em execução, Blumenau tenta organizar uma resposta para situações que já pressionam o sistema de abastecimento de água. Nesta terça-feira (11/08/26), o SAMAE apresentou três frentes de planejamento voltadas a períodos de maior consumo, possíveis ocorrências no sistema e áreas consideradas mais críticas.
Os documentos foram apresentados durante a quarta reunião do Grupo de Trabalho formado pela Agência Intermunicipal de Regulação de Serviços Públicos (AGIR), pelo Ministério Público de Santa Catarina e pelo Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (SAMAE).
O encontro teve como foco acompanhar as medidas planejadas e adotadas pela autarquia para melhorar o abastecimento e reduzir os impactos à população quando a demanda aumenta ou algum problema atinge o sistema. Na prática, o SAMAE levou à reunião dois Planos de Contingência e um Plano de Ação.
Um dos planos trata especificamente do verão, período em que o consumo de água tende a crescer. Outro prevê medidas para uma eventual ocorrência do fenômeno El Niño e seus possíveis reflexos sobre o abastecimento.
Já o Plano de Ação reúne medidas de curto prazo, previstas para o período em que obras e outras intervenções estruturantes continuam sendo executadas.
A elaboração desse terceiro documento surgiu das discussões feitas dentro do próprio Grupo de Trabalho. Os questionamentos se concentraram principalmente nas regiões classificadas como mais críticas e nas condições que se repetem no sistema de abastecimento.

A proposta, segundo o material apresentado, é tornar a atuação mais preventiva e organizada, diminuindo os efeitos de eventuais problemas para os moradores.
A apresentação dos planos, no entanto, representa uma etapa de planejamento e acompanhamento. Não foram divulgados para a imprensa os dados sobre resultados já alcançados pelas medidas, nem detalhados os prazos, investimentos ou quais áreas do município são consideradas mais vulneráveis.
Esses resultados deverão ser avaliados nas próximas reuniões do grupo, que continuará acompanhando a implantação das ações e a eficácia do Plano de Ação. A reunião foi conduzida pela diretora-geral em exercício da AGIR, Rafaela Guedes. Também participou o assessor parlamentar Ragyve Sanson, representando o vereador Rodrigo Marchetti.
Por enquanto, o que existe é uma estratégia desenhada para enfrentar situações de maior pressão sobre o abastecimento. O próximo passo será medir se essas medidas conseguem, de fato, fazer a diferença quando a água faltar onde ela é mais necessária.





