O governo federal encaminhou ao Congresso Nacional, nesta quarta-feira (15/04/26), o Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027 com a proposta de fixar o salário mínimo em R$ 1.717,00 no próximo ano. Na prática, isso representa um aumento nominal de apenas 5,92%.
O valor foi calculado com base em dois fatores: a projeção de 3,06% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) nos 12 meses encerrados em novembro e o crescimento da economia em 2025. Esse modelo, porém, segue o limite previsto pelo arcabouço fiscal, que autoriza alta real das despesas de até 2,5% acima da inflação. A estimativa do INPC também aparece no texto do PLDO.
Além da previsão para 2027, o projeto já apresenta estimativas iniciais para os anos seguintes. Pelos números enviados, o salário mínimo poderá chegar a R$ 1.812 em 2028, R$ 1.913 em 2029 e R$ 2.020 em 2030. Esses valores, no entanto, ainda são preliminares e devem passar por revisão nos próximos projetos da LDO.
A política de correção do salário mínimo voltou a ser adotada em 2023, quando o valor passou novamente a considerar a inflação medida pelo INPC do ano anterior e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Essa fórmula já tinha sido usada entre 2006 e 2019. Pela regra, o mínimo teria aumento real de 2,3% acima do INPC.
Mas houve uma mudança no fim de 2024. O pacote de corte de gastos aprovado naquele período passou a enquadrar o salário mínimo nos limites do arcabouço fiscal. Com isso, o crescimento real das despesas ficou restrito à faixa de 0,6% a 2,5% acima da inflação.
Como a alta de 2,3% do PIB ficou abaixo do teto de 2,5%, o avanço da economia em 2025 poderá ser integralmente aplicado no cálculo do reajuste.





