quinta-feira, 28 outubro 2021
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Saiba quem está por trás do CEOPS

Foto: Luciano Bernz
Foto: Luciano Bernz

O Centro de Operações do Sistema de Alerta da Bacia do Rio Itajaí (CEOPS), que existe na FURB desde 1984 (no princípio, era o Projeto Crise). O CEOPS tem ajudado à população da bacia em três atividades principais: monitoramento, previsão e alerta (de enchentes).

Na primeira atividade, realiza o monitoramento de níveis do rio Itajaí e a previsão hidrológica, através de 16 estações telemétricas que coletam, diretamente, a precipitação ocorrida e, com base nesses dados, prevenir enchentes em Blumenau e Rio do Sul com oito horas de antecedência.

Na atividade de previsão, realiza a coleta de dados meteorológicos, através das imagens de satélite e análise de modelos matemáticos, bem como a previsão e elaboração da previsão do tempo.

Além destas atividades o CEOPS realiza pesquisas, com seu corpo de pesquisadores, nas áreas de hidrologia, meteorologia, geoprocessamento e tecnologia de sistemas de alerta. Realiza também laudos técnicos de situações adversas, como trovoadas, chuvas intensas e ventos fortes. Por último, mas não menos importante, elabora a previsão do tempo, que é repassado aos meios de comunicação, para avisar a população.

Quem faz o CEOPS

Mesmo realizando um trabalho eminentemente científico e técnico, o CEOPS é composto servidores docentes e técnico-administrativos da FURB, que exercem atividades de pesquisa, operacionais e desenvolvimento de pesquisas.
São eles:

  • Ademar Cordero (Engenheiro Civil pela Universidade Católica de Pelotas – 1980, mestre em Recursos Hídricos pela UFRGS- 1988, doutor em Engenharia Hidráulica pela Università Degli Studi de Milano – 1996);
  • Dirceu Severo (Meteorologista pela UFPel – 1987, mestrado em Meteorologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) – 1994, doutorado no INPE – 2007);
  • Hélio dos Santos Silva (Físico pela UNB – 1977, mestre em Meteorologia pela USP – 1986, doutor pelo Programa Interdisciplinar em Ciências Humanas, UFSC – 2003);
  • Julio Cesar Refosco (Engenheiro Florestal pela UFSM – 1987, mestre em Ciências da Engenharia Ambiental da USP – 1996, doutor pelo Programa Interdisciplinar em Ciências Humanas, UFSC – 2004;
  • Carlos Zimmermann (graduado em Ciências Biológicas pela FURB – 1991, mestrado em Recursos Genéticos pela UFSC – 2000);
  • Mario Tachini (Engenheiro Civil );
  • Adilson Nicolleti (Engenheiro Florestal pela FURB – 2012);
  • Marcos Mommo;
  • Leanddro Iser Moreira;
  • Mario Cesar de Oliveira (veja perfil abaixo).

Dado correto é da régua

Mario Cesar de Oliveira é Técnico Hidrometrista e trabalha na FURB há 22 anos. Sua função principal é a coleta dos dados do nível do rio Itajaí e das chuvas. Para tanto, todo dia às 9 horas, ele faz levantamento destes dados em Timbó, Apiúna, Ibirama, Rio do Sul, Ituporanga e Taió. Verifica também os níveis das três barragens: José Boiteux, Ituporanga e Taió.

Realiza ainda a leitura manual da estação da FURB. Na sequência, repassa estes dados meteorológicos para a EPAGRI – CIRAM. À tarde, faz novamente a leitura do nível do rio. “Temos a redundância dos dados das diversas estações, mas o dado correto é o da régua, no centro de Blumenau”, disse ele.

Toda vez que a cota do rio Itajaí passa de 4 metros, é acionado o plantão, sem hora definida para encerrar, até que o evento extremo desapareça. “Temos também funções externas, de manutenção da estação telemétrica, de forma corretiva ou preventiva”, informou ele.

via FURB |  Texto: Aristheu Formiga

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