Safra de grãos deve ser menor em 2026, após recorde histórico no ano anterior

IBGE projeta produção de 339,8 milhões de toneladas; soja deve crescer, mas milho, arroz e algodão puxam retração.

A produção brasileira de grãos deve registrar leve queda em 2026, após alcançar um recorde histórico no ano anterior. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (15/01/26) o terceiro prognóstico para a safra de 2026, com estimativa de 339,8 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas.

Os dados representam uma redução de 1,8% (ou 6,3 milhões de toneladas) em relação ao volume projetado para 2025. Mesmo com o recuo, o novo número é superior ao segundo prognóstico, apresentado em dezembro de 2024, com crescimento de 4,2 milhões de toneladas — uma alta de 1,2%.

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A retração esperada para 2026 tem como principais responsáveis o milho, com queda de 6% (menos 8,5 milhões de toneladas), o arroz em casca, com recuo de 8% (menos 1 milhão), o algodão herbáceo em caroço, com queda de 10,5% (menos 632,7 mil toneladas), além do sorgo (-13%) e do trigo (-1,6%).

Na contramão, a soja, principal cultura do país, deve registrar crescimento de 2,5%, o equivalente a 4,2 milhões de toneladas a mais. O feijão, na primeira safra, também deve avançar, com alta de 3,1%, chegando a 30,1 mil toneladas.

O IBGE informou ainda que, a partir desta nova estimativa, passou a incluir a canola e o gergelim na lista de produtos que compõem a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas. Apesar de ainda cultivados em poucas unidades da federação, esses grãos vêm ganhando relevância nos últimos anos.

Safra de 2025: IBGE prevê maior produção da história

A estimativa para 2025, calculada em dezembro de 2025, aponta que o Brasil deve atingir a maior safra de sua história, com 346,1 milhões de toneladas — um avanço de 18,2% em relação a 2024, quando a produção somou 292,7 milhões de toneladas.

Três produtos concentram a maior parte do volume estimado: soja, milho e arroz, que juntos representam 92,7% da produção total e ocupam 87,9% da área plantada.

A soja lidera com folga e deve atingir 166,1 milhões de toneladas, alta de 14,6% em relação ao ano anterior. O milho também deve alcançar novo recorde, com 141,7 milhões de toneladas (crescimento de 23,6%). O arroz em casca aparece com 12,7 milhões de toneladas (alta de 19,4%).

Outros grãos com bom desempenho incluem o algodão herbáceo em caroço, com 9,9 milhões de toneladas (aumento de 11,4%); o trigo, com 7,8 milhões de toneladas (crescimento de 3,7%); e o sorgo, com 5,4 milhões de toneladas (salto de 35,5%).

Com informações da Agência Brasil


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