O Brasil caminha para registrar mais um marco na produção agrícola. A safra de grãos 2025/26 tem potencial para atingir 353,4 milhões de toneladas, volume que representa um crescimento de 0,3% em relação ao ciclo 2024/25. Se confirmada, será a maior colheita já registrada no país.
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Os números fazem parte do 5º Levantamento da Safra de Grãos divulgado nesta quinta-feira (12/02/26) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A projeção já considera o início da colheita das culturas de primeira safra.
Mais área cultivada, menor rendimento médio
A expansão da produção vem acompanhada de aumento na área plantada. A estimativa é de que o país alcance 83,3 milhões de hectares cultivados, avanço de 1,9% frente ao ciclo anterior — o equivalente a 1,5 milhão de hectares adicionais.
Por outro lado, a produtividade média das lavouras deve apresentar leve queda de 1,5%. O rendimento nacional deve passar de 4.310 quilos por hectare em 2024/25 para 4.244 quilos por hectare em 2025/26.
Soja impulsiona resultado geral
Principal cultura do país, a soja deve atingir um novo recorde. A produção está projetada em 178 milhões de toneladas, aumento de 6,5 milhões de toneladas em comparação à temporada passada.
Segundo a Conab, as condições climáticas nas principais regiões produtoras favoreceram o desempenho da oleaginosa. A colheita já começou na maioria dos estados e alcança 17,4% da área cultivada. O percentual é superior ao registrado no mesmo período do ano passado e ligeiramente abaixo da média dos últimos cinco anos, conforme o Progresso de Safra divulgado nesta semana pela estatal.
Em Mato Grosso, maior produtor nacional de soja, 46,8% da área já foi colhida. A produtividade no estado está próxima das estimativas iniciais apresentadas pela companhia.
Milho recua no total, mas primeira safra cresce
Diferentemente da soja, o milho deve registrar retração de 1,9% na produção total em relação ao ciclo anterior. A estimativa para todos os ciclos é de 138,4 milhões de toneladas.
Mesmo assim, a primeira safra do cereal apresenta avanço. A área plantada cresceu 7,2%, chegando a 4 milhões de hectares. A produção dessa etapa está estimada em 26,7 milhões de toneladas, alta de 7,1% frente à safra passada.
Já a segunda safra, cujo plantio foi iniciado, ocupa 17,9 milhões de hectares e tem previsão de produzir 109,3 milhões de toneladas.
Para a temporada 2025/26, a expectativa é de aumento tanto nas exportações quanto no consumo interno do milho. As vendas externas devem alcançar 46,5 milhões de toneladas, enquanto o consumo doméstico pode chegar a 94,5 milhões de toneladas. Mesmo com essa movimentação maior, os estoques de passagem em janeiro de 2027 tendem a permanecer em torno de 12 milhões de toneladas.
Arroz perde área, mas mananciais se recuperam no Sul
No caso do arroz, a semeadura está praticamente concluída e a área cultivada deve encolher 11,6%, totalizando 1,6 milhão de hectares.
O Rio Grande do Sul, principal produtor do grão, está com as lavouras em fase de desenvolvimento. Os mananciais que abastecem os produtores apresentaram recuperação após período de níveis reduzidos. A estimativa é de 10,9 milhões de toneladas de arroz nesta safra.
Feijão tem três ciclos e produção de 3 milhões de toneladas
Somadas as três safras, a produção de feijão deve alcançar cerca de 3 milhões de toneladas.
Na primeira safra, a área plantada deve recuar 11,4%, ficando em 804,7 mil hectares. A produção estimada é de 967,2 mil toneladas, volume 9% inferior ao obtido no ciclo anterior.
Algodão mantém volume elevado
A produção de algodão está projetada em 3,8 milhões de toneladas, cultivadas em uma área total de 2 milhões de hectares — redução de 3,2% em relação à safra 2024/25. Até o momento, 88,1% das áreas destinadas à pluma já foram semeadas.
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