Santa Catarina, maior produtor nacional de carne suína, tem atraído cada vez mais investimentos ligados ao setor de alimentos. De olho nesse potencial, a norte-americana Rudolph Foods Company, referência há mais de 70 anos na produção de torresmo e pururuca, está ampliando sua atuação no estado por meio da Rudolph Snacks, sua operação brasileira. A empresa aposta no modelo de co-packing e terceirização, oferecendo soluções para marcas que desejam entrar ou crescer no mercado de snacks à base de proteína animal.
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O grupo possui 11 fábricas espalhadas pelo mundo e exporta para mais de 32 países. No Brasil, mantém uma unidade em Chapecó (SC), responsável pela desidratação da pele suína – matéria-prima essencial para seus produtos –, além de uma planta na Região Metropolitana de Curitiba (PR), dedicada à etapa de fritura e empacotamento. Agora, a empresa busca firmar novas parcerias em Santa Catarina, ampliando sua presença no Sul.
Segundo Fabrício José de Almeida, CEO da Rudolph Snacks no Brasil, a estratégia acompanha o crescimento do setor: “Nos últimos anos, ajudamos a consolidar no país uma categoria antes pouco explorada: os snacks de proteína animal prontos para consumo, como torresmo e pururuca. Estamos em um momento de forte expansão e queremos seguir contribuindo para o desenvolvimento desse segmento em todo o Brasil.”
Estrutura e mercado em expansão
A Rudolph Snacks atua no modelo B2B, oferecendo todo o processo – da matéria-prima à embalagem – com estrutura moderna e certificação do Serviço de Inspeção Federal (SIF). Além da produção, a empresa oferece suporte em posicionamento de vendas e estratégias comerciais, atendendo marcas que desejam entrar no mercado com segurança regulatória e padrão de qualidade.
“O processo de produção de snacks à base de proteína animal exige conformidade com normas técnicas e legais, o que dificulta a operação própria de muitas marcas. Com nossa estrutura, simplificamos esse acesso de forma segura e eficiente”, reforça Fabrício.
De acordo com a consultoria Research and Markets, o mercado global de snacks proteicos deve ultrapassar US$ 7 bilhões até 2027, impulsionado pelo aumento da procura por opções mais nutritivas e práticas.
Santa Catarina como base estratégica
O reforço das operações no estado acompanha o destaque catarinense no agronegócio. Segundo dados do MDIC organizados pela Epagri/Cepa, Santa Catarina respondeu por 53,6% do volume e 54% da receita das exportações brasileiras de carne suína no primeiro quadrimestre de 2025. Para a empresa, esse é um cenário favorável para consolidar a região como polo estratégico de expansão.
“Diante desse cenário, consolidamos Santa Catarina como mais um ponto estratégico para a Rudolph Snacks, reforçando nossa presença no Sul do país”, conclui Fabrício. A empresa integra o grupo estadounidense Rudolph Foods Company, que atua há mais de sete décadas no segmento de torresmo e pururuca.
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