Um projeto pretende reativar o Grupo de Profissionais de Comunicação Mercadológica (GPCM) fundado em 1980. A entidade reuniu diversos setores da categoria e teve papel importante em promover debates, aproximar o meio e apoiar eventos, inclusive com a presença de profissionais nacionais de destaque. Isso tudo em uma época sem redes sociais, onde os impresos (jornais e revistas), as ondas do rádio e televisão, eram as principais fontes de informação.
A proposta é organizar a memória da propaganda e comunicação de uma forma geral em Blumenau. A iniciativa mira identificar nomes, registrar trajetórias e coletar depoimentos de quem fez parte dessa história. A partir desse mapeamento, pode surgir um livro; a prioridade, porém, é o resgate institucional e a construção de um acervo vivo.
Na avaliação dos organizadores, Blumenau e seus personagens foram pioneiros no cinema, na TV, no rádio e, sobretudo, na publicidade, ajudando a projetar a cidade e consolidar uma imagem reconhecida no país e no exterior.
Essa leitura se apoia em um histórico de tripé sólido — agências, clientes e veículos — amparado por fornecedores de alto nível. O resultado aparece em produtos e marcas que atravessam décadas, em setores como cama, mesa e banho, cristais, vestuário e moda, e também em ícones do calendário e da economia criativa, como a Oktoberfest e o título de Capital Nacional da Cerveja. Turismo, indústria metal-mecânica e indicadores de qualidade de vida completam o quadro que a comunicação ajudou a impulsionar.
O processo de regularização do GPCM já está em curso. Em 13 de agosto de 2015, às 11h, no Hotel Quality, ocorreu a terceira reunião do projeto Propaganda de Blumenau, com Osmar Laschewitz, Sérgio Fernando Hess de Souza (advogado), José Geraldo Reis Pfau e o convidado Oscar Queirolo. Na ocasião, foi apresentada a certidão do Registro Civil que comprova a fundação do GPCM em 27 de outubro de 1980, por Eurides Severo e José Geraldo Reis Pfau.
O documento lista o estatuto e a primeira diretoria: presidente Osmar Laschewitz; vice Francisco Socorro; secretário Evelásio Paulo Vieira; tesoureiro Avilson de Sousa; relações públicas José Geraldo Reis Pfau. A etapa seguinte é convocar assembleia para reaver as atividades e habilitar a entidade à captação via leis de incentivo cultural (estadual e federal).
A coleta de depoimentos está adiantada: cerca de 40 nomes já foram convidados a escrever seus testemunhais, e outros 30 devem ser incluídos com textos de colaboradores quando necessário — inclusive de personagens já falecidos. O texto de abertura deverá abordar o pioneirismo de Dr. Hermann Blumenau no campo da comunicação; a autora prevista é Sueli Petry, diretora do do Patrimônio Histórico-Museológico do município.
Como o cronograma depende da habilitação jurídica e da captação, a data-limite de entrega ainda é incerta, mas antecipações de material são bem-vindas. As reuniões de trabalho devem ocorrer às quintas-feiras, às 11h, no Hotel Quality (mediante confirmação prévia).
Eixos temáticos em construção (pauta de 1/08/2025)
História: Dr. Blumenau; publicações, fotógrafos, cinemas, Blumenau, filmes, cultura, patrimônio histórico;
Agências de propaganda: Coligadas, RICA, Magna, Scriba (Osmar/Pfau), Direcional (Cao Hering), Free e outras.
Clientes: catálogos de reembolso, indústria, comércio e serviços, shoppings, Cetil, etc;
Fornecedores: impressoras e gráficas, fotolitos, estúdios (foto/cine/vídeo), editoras de livros;
Veículos: jornais, revistas, emissoras de rádio e televisão, outdoors e placas;
Turismo: Convention Bureau; feiras e eventos; secretaria de turismo; Chopptur; Capital da Cerveja e artesanais; Rua XV de Novembro (desfiles); Feijão Amigo, Festa do Cavalo, Festitalia, Natal, comércio (cama, mesa, banho), Cidade das Flores, técnica enxaimel, Oktoberfest, Vovô Chopão, guias turísticas;
Entidades: curso de propaganda FURB; GPCM; Sindicato, ABAP, ABAV, entre outros.
Organizadores: Osmar Laschewitz, Sérgio Souza, José Geraldo Reis Pfau e Oscar Queirolo reforçam que o foco imediato é estruturar o GPCM, garantir a base legal e abrir a participação de quem tem história para contar.
O convite é amplo: “você vai falar o que fez pela comunicação de Blumenau”. O livro — se vier — será consequência de um arquivo coletivo que pretende fazer justiça a pioneiros, práticas e resultados de uma cidade que sempre tratou comunicação como ativo estratégico.
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