Projeto de Lei propõe apoio e orientação a famílias de crianças com autismo no SUS

Iniciativa em tramitação na Câmara busca estruturar um atendimento contínuo aos familiares, integrando as áreas de saúde e educação.

Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados propõe a criação de um programa nacional voltado ao apoio psicológico e educacional de famílias de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A iniciativa está prevista no Projeto de Lei 504/25, de autoria do deputado Célio Studart (PSD-CE), e tem como base a atuação do Sistema Único de Saúde (Sistema Único de Saúde).

A proposta parte da ideia de que o cuidado com crianças com TEA vai além do atendimento clínico. Na prática, o texto estabelece a criação de um programa específico dentro do SUS para oferecer suporte emocional, orientação técnica e acompanhamento contínuo aos pais e demais familiares responsáveis pelo cuidado diário.

::: Siga OBlumenauense no WhatsApp ➡️ Clique aqui!

Objetivo da proposta

O projeto busca enfrentar dificuldades recorrentes vividas por famílias de crianças com autismo, como a falta de apoio psicológico, a escassez de informações qualificadas e a ausência de espaços estruturados para troca de experiências. Segundo Studart,  essas lacunas comprometem tanto o bem-estar dos familiares quanto a qualidade do cuidado oferecido às crianças.

A iniciativa pretende, portanto, fortalecer o acolhimento às famílias, alinhando-se às diretrizes constitucionais de proteção à infância, à saúde e à dignidade humana.

O que o programa prevê

De acordo com o texto, o programa deverá oferecer apoio em saúde mental para pais e familiares, estimular a formação de grupos de apoio, promover a capacitação de cuidadores e profissionais de saúde e orientar a rede educacional sobre o atendimento a crianças com TEA. Um dos pontos centrais é a integração entre os setores de saúde e educação, para garantir acompanhamento mais coordenado.

A proposta também determina que o Ministério da Saúde, em conjunto com secretarias estaduais e municipais, fique responsável por regulamentar, coordenar e supervisionar o programa. Entre as atribuições previstas estão a promoção de parcerias com universidades e a definição de indicadores para avaliar os resultados das ações implementadas.

Tramitação no Congresso

O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Saúde; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Caso seja aprovado nessas instâncias, seguirá para votação no Plenário da Câmara e, posteriormente, para o Senado Federal. Somente após a aprovação nas duas Casas o texto poderá se tornar lei.


▶️🛜Siga nossas redes sociais: Youtube | Instagram | X (antigo Twitter) | Facebook | Threads | Bluesky