sábado, 27 novembro 2021
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Professores e alunos da E.E.B. Gov. Celso Ramos participam de ato público nesta quarta (8)

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Professores e alunos da Escola de Educação Básica Governador Celso Ramos, no bairro Glória, participaram de um ato público na manhã desta quarta-feira (8). Nomeado como “Aula de Cidadania”, eles saíram da escola por volta das 10h e percorreram a Rua da Glória até o Terminal Garcia, retornando à escola.

Os alunos do ensino médio, carregavam faixas e cartazes, além de apoiar os professores estaduais que estão em greve. Eles também chamavam atenção para a falta de ar condicionado, mas a principal reclamação é a falta de professores.

Segundo informações de alguns alunos e do SINTE, a escola ainda está sem professor de Língua Portuguesa. A manifestação foi organizada pelos professores da escola e teve o apoio do SINTE – Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina, com a participação de representantes de Jaraguá do Sul.

O SINTRASEB – Sindicato Único dos Trabalhadores no Serviço Público de Blumenau esteve no local, dando apoio aos professores estaduais. No total, cerca de 100 pessoas participaram da manifestação.

Ao final, já de volta à escola, alunos que não participaram da manifestação saíram de suas salas de aula e se juntaram aos demais, para cantar o Hino Nacional Brasileiro. Nossa equipe conversou com a coordenadora do SINTE – Regional de Blumenau, Dulce Schmoeller, que nos explicou a situação da greve no estado.

 

Protesto Escola Celso Ramos 8-4-15 (41)

OBlumenauense: Dulce, como está o movimento de greve no estado, em especial aqui em Blumenau?

Dulce Schmoeller: Hoje no estado, estamos com cerca de 35% dos professores parados. Tem regiões onde o movimento está mais forte, outras, mais fracas. Blumenau, por exemplo, ainda está fraco. Estamos indo nas escolas e tentando conscientizar os professores da necessidade de que o governo não venha a aprovar essa medida que está aí. Mas o movimento ainda está fraco em Blumenau, não é o reflexo de outras regionais.

Oblumenauense: Além da reivindicação da classe, hoje neste ato, vemos também alunos reivindicando professores. Essa falta de professores é só aqui, ou isso é em todo o estado?

Dulce Schmoeller: Na verdade, nós professores temos que ter os duzentos dias letivos, ou seja, oitocentas horas. O governo exige isso de nós. Somos punidos quando fizemos uma greve ou uma paralização, mas em contra partida, o governo também não cumpre os duzentos dias letivos quando ele deixa de contratar professores. Tem escolas que até hoje não tem professor de matemática, de química, de biologia. Aqui mesmo no Celso Ramos, até hoje não tem professor de Português. Em todas as matérias existe falta de professor. Não são todas as escolas, mas, no mínimo 90% delas, tem essa falta. Então o governo também é falho nesta parte.

Oblumenauense: O governo do estado já chamou o SINTE para negociar?

Dulce Schmoeller: O governo até nos chamou, mas mesa de negociação de verdade não houve. Porque quando se chama para uma mesa de negociação, o governo apresenta sua proposta, o sindicato apresenta a dele e todos cedem um pouco. Isso é uma mesa de negociação: conseguir chegar pelo menos num meio termo.

Mas o que aconteceu foi que o governo chamou, nós fomos, mas ele não aceita a proposta do SINTE. É a dele e está acabado. Isso não é uma mesa de negociação. Quando o governo diz que nós saímos da mesa de negociação, é algo mentiroso. Nós saímos de uma mesa que ele chamou para uma negociação, mas que na verdade não houve, pois querem que o SINTE aceite a proposta que eles colocaram.

OBlumenauesne: O SINTE tem expectativa de que o movimento ganhe força?

Dulce Schmoeller: Estamos muito otimistas. Na segunda fomos à todas as escolas de Indaial, ontem nas de Gaspar e hoje estamos com esse ato de cidadania aqui no Celso Ramos convocado pelos professores e vamos continuar nas escolas de Blumenau.

A aceitação está boa. O pessoal está entendendo qual a perda que vamos ter. Está entendendo que o nosso salário vai ser congelado, que vamos perder o direito. Tanto que amanhã teremos um ato em Florianópolis, e muitas pessoas já disseram que a partir de quinta-feira estão parando. Então nossa expectativa é que a partir de amanhã aumente o número de professores aderindo à greve em Blumenau.

 

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Luciano Bernz
Responsável por toda a cobertura externa de OBlumenauense, sou nascido e criado em Blumenau. Trabalho há 25 anos com vendas, tendo passagem pela Rádio Blumenau e Rádio Clube de Itajaí, onde além de contato comercial, também fiz cobertura de festas e eventos.

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