domingo, 24 outubro 2021
InícioGeralProfessora da FURB foi uma das 15 pesquisadoras brasileiras para estudos no...

Professora da FURB foi uma das 15 pesquisadoras brasileiras para estudos no Reino Unido

Mapa-mundo-colorido

Texto: Giovana Pietrzacka | Via Furb

A professora Cristiane Mansur de Moraes Souza, do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Regional da FURB, foi uma das 15 pesquisadoras brasileiras selecionadas para conhecer o Programa de Cooperação Internacional STEM, método de ciência, tecnologia, engenharia e matemática – que integra a educação básica a pós-graduação no Reino Unido.

De 13 a 28 de junho, os pesquisadores participaram de oficinas sobre as temáticas: “Introdução do ensino do STEM – Ética e Ensino do STEM”, “Desafios comuns para ensino do STEM no Brasil e no Reino Unido”, “O Sistema escocês para treinamento dos professores de STEM – O que é novo?”; Visita ao Institute of Education UCL, Royal Society, Science Museum (Londres), Imperial College London, National Science Learning Network e National STEM Centre (Universidade de York), além da Escola Técnica “Heathrow Aviation Engineering UTC” e da Escola de Ensino Médio “Kettlethorpe High School”; Oficinas no Science Museum e no National STEM Centre – York; Reunião no York Museum Trust; Atividades pedagógicas; Visitas a escolas.

A seleção dos pesquisadores ocorreu por meio do Edital nº 06/2015, da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). O objetivo era selecionar coordenadores de projetos e subprojetos em andamento do Programa Novos Talentos da Capes (financiamento de ações extensionistas 2013/2014) para participarem de atividades relacionadas à STEM – Science, Technology, Engineering, Mathematics (Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática) no Reino Unido.

A proposta da FURB, contemplada neste edital, foi “Educação para o ecodesenvolvimento com enfoque interdisciplinar usada como elemento didático no ensino da Ciência Ambiental aplicada ao desenvolvimento regional”. O estudo é coordenado pela professora Cristiane Mansur de Moraes Souza, do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Regional (FURB).

Confira abaixo uma entrevista com a professora Cristiane:

Qual a importância desse Edital (Programa de Cooperação Internacional STEM) para a produção de conhecimentos pela via da extensão universitária?

O Edital de Programa de Cooperação Internacional STEM entre CAPES e British Council, através do Newton Fund, se mostrou como uma oportunidade única de imersão de docentes brasileiros para conhecer como são desenvolvidos vários dos projetos relacionados ao tema de Educação Científica no Reino Unido. Nessa atividade de imersão nós visitamos várias universidades, faculdades, museus de ciência, escolas, tais como o Imperial College of London, Royal Society, Institute of Education, Science Museum de Londres, Yorkshire Museum e National STEM Center. Ainda conversamos com representantes do Departament of Education de Inglaterra e Escócia (equivalente ao Ministério de Educação, do Brasil).

Todos esses órgãos estão relacionados ao ensino de Ciências no Reino Unido e participam como parceiros no processo educacional do país. Pudemos vivenciar a realidade destes programas de extensão e entender um pouco mais sobre sua forma de atuação, tanto para inspirar novas ações a serem realizadas no Brasil quanto para estabelecermos parcerias, dando continuidade ao processo de internacionalização das universidades públicas brasileiras.

Como foi sua experiência no Reino Unido?

Esta é uma oportunidade fantástica, pois de outra forma não teríamos meios de visitar tantas instituições e conhecer tantos divulgadores, professores e pesquisadores no campo do Ensino de Ciências. Poder trocar experiências com eles e notar que temos muitas dificuldades similares é impressionante, uma vez que tendemos a achar que, por serem países desenvolvidos, não deveriam ainda ter esse tipo de problema. Naturalmente, que o envolvimento institucional para melhorar o Ensino de Ciências é diferente, pois estamos lidando com uma estrutura de governo e um cultura diferentes das nossas.

Mas também vemos muitas similaridades nos desafios a serem enfrentados. Além disso, é uma oportunidade única de conhecer museus e centros de Ciências de uma forma diferente, pois fomos recepcionados pelos seus curadores e pela equipe que trabalha neste locais, podendo tirar dúvidas sobre diversos assuntos e trocar experiências.

Qual a sua opinião sobre editais dessa natureza?

O edital Novos Talentos da CAPES é uma iniciativa realmente ímpar, que nos dá a possibilidade de trabalhar de forma desburocratizada com o financiamento dos projetos de extensão, bem como nos permite aquisição de materiais de consumo, serviço de terceiros, diárias e passagens, que são essenciais para projetos de extensão. Além disso, foi a partir desse edital que pudemos submeter projetos ao edital de colaboração internacional de STEM entre CAPES e Conselho Britânico, que além da viagem, também garante fundos adicionais aos projetos selecionados.

Aos poucos surge a discussão sobre parcerias entre os projetos Novos Talentos entre os 15 coordenadores, representando 12 estados diferentes do Brasil, reunidos aqui no Reino Unido e abre portas para a internacionalização da extensão universitária do Brasil. Portanto, vejo esses editais como excelentes oportunidades de crescimento das universidades e como ótima contribuição para a contínua melhoria da qualidade das escolas públicas brasileiras.

As propostas contempladas são oriundas exclusivamente do Edital Programa Novos Talentos da Capes e possuem cunho extensionista, pois aproximam os cursos de graduação e pós-graduação das escolas públicas municipais, contemplando o currículo da educação básica e articulando-o com perspectivas educacionais, científicas, culturais, sociais ou econômicas, contribuindo para enriquecer a formação dos professores e alunos da educação básica. Trata-se de exemplo inquestionável da indissociabilidade ensino-pesquisa-extensão.

Qual a importância deste edital para a FURB?

A importância dessa visita ao Reino Unido para a FURB é muito grande, principalmente num momento nacional de restrições financeiras. A partir desta experiência abrem-se novas frentes de possível relacionamento com a sociedade civil, empresariado e formas de valorizar o que já fazemos e agora vemos como pode dar certo a partir de uma experiência exitosa como a do STEM no Reino Unido. Com isso, a FURB dá mais um passo na direção da internacionalização da extensão universitária. Tal Edital, além de dar continuidade ao apoio à extensão, veio trazer um importante suporte à política de internacionalização da extensão universitária. A internacionalização dos programas de pós-graduação é uma exigência da CAPES para manutenção da nota 5 aos programa de pós-graduação.

Postado originalmente no site da FURB

O Blumenauense
Denúncias, problemas ou elogios? Escreva para contato@oblumenauense.com.br

MAIS LIDAS