A primavera bate à porta dos catarinenses na segunda-feira (22/09/25), às 15h19. É o momento do equinócio: dia e noite com a mesma duração, sol iluminando os dois hemisférios de maneira igual e, claro, a promessa de dias mais longos daqui em diante.
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Neste ano, a estação chega com cara de meio-termo. No começo, ainda dá tempo de tirar o casaco do armário: a previsão aponta episódios de frio perto de 0°C e geada no Planalto Sul. Mas a primavera não demora a mostrar sua face quente — os meteorologistas já falam em sequência de dias com máximas na casa dos 30°C.
Chuva? Setembro deve ser molhado, com precipitações mais frequentes e acima da média. Em outubro e novembro, a torneira fecha um pouco, especialmente no Oeste, onde podem rolar períodos secos mais prolongados. Mesmo assim, a estação costuma ser palco de pancadas intensas: muita água em pouco tempo, temporais com raios, granizo e ventania. O recado é ficar de olho nos avisos da Epagri/Ciram.
E o tal do El Niño e da La Niña?
Por enquanto, neutralidade. Nada de fenômenos dominando o clima. Só que os olhos seguem voltados para o Pacífico: há sinais de resfriamento das águas que podem se refletir em menos chuva. Se a tendência continuar, os meteorologistas não descartam uma La Niña fraca, de curta duração, lá pelo fim da primavera e início do verão.
Flashback: o inverno de 2025
Antes de dar boas-vindas às flores, vale lembrar o que o inverno deixou por aqui. Junho foi chuvoso e agitado, com tempestades severas e até seis tornados confirmados em dois dias (22 e 23/06). Depois, de julho a setembro, a chuva rareou e ficou mal distribuída.
O frio veio em ondas: de 1 a 5 dias seguidos de temperaturas baixas, principalmente no Planalto Sul e áreas altas do Extremo Oeste. O destaque negativo foi Urupema, com -8,2°C em 24/06. Já o calor fora de época marcou presença em Jaraguá do Sul, com 35,8°C no dia 23/08. A neve também não ficou de fora: caiu três vezes, em 28/06, 01/07 e 09/08, em cidades como São Joaquim, Urubici e Lages.
Comparado a 2024, o inverno foi mais frio, com temperaturas persistentes e médias entre 0,5°C e 1,5°C abaixo do normal. Não chegou a ser rigoroso, mas foi mais consistente que o do ano passado, sem aquelas quebras de calor no meio da estação.
As previsões são das meteorologistas Gilsânia Cruz e Marilene de Lima, da Epagri/Ciram.
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