Placas de homenagem da 2ª guerra são furtadas de praça em Rodeio (SC)

Outros monumentos na região podem estar na mira dos criminosos. Não se descarta a possibilidade das peças serem vendidas na internet para colecionadores ou até parem em feiras especializadas.

Mais três placas que homenageiam os combatentes da 2ª Guerra Mundial no Vale do Itajaí foram furtadas. Desta vez os criminosos atacaram a Praça do Expedicionário localizada no Centro de Rodeio (SC).

Foram furtados o símbolo da Força Expedicionária Brasileira (FEB) em que aparece uma cobra fumando, uma placa que menciona cada combatente nascido na cidade e outra com a data e os administradores municipais que edificaram a praça. Todas elas são de bronze.

O crime aconteceu na madrugada de domingo, 24 de abril, dez dias depois do mesmo acontecer na praça da Fonte Luminosa (Marechal Mascarenhas de Moraes) em Blumenau.

A informação foi divulgada ao Portal OBlumenauense pelo historiador Sérgio Campregher. As placas de Blumenau pesam em média 27 quilos cada e foram produzidas em 1974, sendo por isso peças únicas.

Campregher disse que desmanches, sucatas e ferros velhos foram avisados sobre o crime e a importância histórica das placas. Além disso, a Polícia Militar estaria passando em várias dessas empresas também.

“Esse segundo furto aponta uma outra situação. Talvez estejam furtando para vender na internet ou levar em feiras especializadas em materiais bélicos que envolvem a FEB em outros estados. Essa notícia (do furto) já se espalhou pelo Brasil e não pode ser só uma coincidência”, disse o historiador e veterano do 23 BI.

Existem outras homenagens no Vale, como em Pomerode e Indaial, em que as informações foram gravadas em pedra. A atenção deve ser redobrada em Timbó e Ibirama, onde há outras placas em metal. Em Rio do Sul, tem uma placa de inox que foi pichada, mas já foi recuperada.

Se você tiver qualquer pista ligue imediatamente para a Polícia Militar (190) ou a Polícia Civil (181). Um dia esses soldados brasileiros lutaram pela liberdade em outro continente. A memória de seu sacrifício não pode ser apagada por criminosos.