Picolé de linguiça Blumenau estreia na Oktoberfest com queijo e crocância

Receita transforma um dos embutidos mais ligados à história da imigração alemã em Santa Catarina em um lanche pensado para circular pela festa.

Foto: Marlise Cardoso Jensen [OBlumenauense]

Um picolé quente, salgado e recheado de queijo vai disputar espaço com chope e pratos típicos na 41ª Oktoberfest Blumenau. A novidade será uma das principais apostas da Casa da Linguiça para a edição de 2026.

Apresentada nesta quarta-feira (16/09/26), em Pomerode, a receita leva massa de linguiça Blumenau da Olho Embutidos, recheio de mussarela e uma cobertura crocante de farinha panko e parmesão. Tudo vai no palito, em um formato que lembra o tradicional doce de verão. Só que a versão é servida quente, com a crocância do empanado e queijo derretido por dentro.

Foto: divulgação

A criação é do chef Richard Ricelle, parceiro da Casa da Linguiça Blumenau. Depois de testar ideias para o novo cardápio, a equipe decidiu apostar no picolé. “Então, foi muito legal a criação, deu certo.” Para Ricelle, entre os pratos preparados para esta edição, a novidade terá um papel especial: “E o picolé, que vai ser o protagonista desse ano.”

Chef Richard Ricelle, | Foto: Marlise Cardoso Jensen [OBlumenauense]
A 41ª Oktoberfest Blumenau será realizada entre 7 e 25 de outubro, no Parque Vila Germânica.

Pipoca ganha licença oficial após sucesso em 2025

A Casa da Linguiça Blumenau estreou na festa em 2025 e conseguiu colocar um de seus pratos entre os mais procurados daquela edição. Foram mais de 20 mil porções da pipoca de linguiça vendidas durante os 19 dias do evento. O resultado colocou a receita entre as três mais comercializadas.

O sucesso também levou o produto para fora da festa. Neste ano, a pipoca se tornou um dos primeiros alimentos oficialmente licenciados pela Oktoberfest e começou a chegar ao varejo. Segundo Luiz Antônio Bergamo, sócio-proprietário da Olho Embutidos e Defumados, a iniciativa surgiu após o desempenho alcançado na edição passada. “A Oktoberfest nos procurou pra licenciar o produto.”

Luiz Antônio Bergamo, sócio proprietário da Olha Embutidos e Defumados | Foto: Marlise Cardoso Jensen [OBlumenauense]
Richard Ricelle destacou que a pipoca está entre os primeiros produtos de alimentação com esse tipo de licenciamento. No cardápio de 2026, ela continua disponível e poderá receber queijo Kraeuterkaese, da Pomerode Alimentos.

Pão de queijo é outra novidade

O cardápio também ganha pão de queijo com linguiça Blumenau, desenvolvido em parceria com a Pão de Queijo Mineirinho, de Joinville, e o chef Carlos Bertolazzi. Servido em porções com quatro unidades, o prato amplia as opções para quem prefere um alimento assado. O produto já pode ser encontrado também em redes de supermercados.

Outras receitas que tiveram boa aceitação permanecem no menu, entre elas os bolinhos feitos com massa do embutido e o sanduíche de Leberkäse. No sanduíche, a tradicional receita de bolo de carne é adaptada com linguiça Blumenau e servida no pão brioche com salada alemã de mix de repolho.

Ricelle explica que as criações procuram unir sabor e praticidade, especialmente para quem quer comer sem deixar de circular pela festa. “Pensamos também em como consumir, como servir e como fazer parte da festa.”

Olho Embutidos terá loja no Empório Vila Germânica

Outra novidade será permanente. A Olho Embutidos prepara uma unidade no Empório Vila Germânica, ampliando sua presença em Blumenau além dos dias da Oktoberfest. A previsão é de que a loja seja inaugurada antes da abertura do evento, em outubro, e já esteja funcionando quando a festa começar.

A informação foi confirmada pela assessora de imprensa Marina Melz durante a apresentação realizada em Pomerode. “Teremos Olho em Blumenau, no Empório Vila Germânica. A inauguração vai ser antes da Oktoberfest.” A empresa já mantém uma loja de fábrica em Pomerode.

Receita de 1934 ganha novas formas de consumo

A Olho Embutidos está instalada em Pomerode e produz embutidos desde 1934, com uma trajetória ligada às receitas trazidas pelos imigrantes que colonizaram a região. Agora, enquanto preserva a forma tradicional de produção, a marca aposta em receitas diferentes para aproximar o produto de outros momentos de consumo.

Luiz Antônio Bergamo resume essa proposta ao falar da relação entre tradição e novidade. “Apesar de ser um produto cheio de história e tradição, mantidas através de uma produção responsável com esse legado, nós queremos propor formas de consumo contemporâneas, leves, que aproximem a linguiça Blumenau do dia-a-dia das pessoas.”

O picolé, a pipoca e o pão de queijo são exemplos dessa estratégia. Mudam o formato, mas mantêm o embutido como ingrediente principal.

 

Foto: Marlise Cardoso Jensen [OBlumenauense]
Linguiça Blumenau tem Indicação Geográfica

A linguiça Blumenau é reconhecida como patrimônio imaterial e cultural de Santa Catarina e, desde 2024, também conta com Indicação Geográfica reconhecida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

Isso significa que o uso oficial do nome depende do cumprimento de regras específicas de produção e da localização dos fabricantes. Atualmente, o produto pode ser feito em 16 municípios catarinenses por produtores ligados à Associação de Produtores de Linguiça Blumenau (Alblu).

A receita utiliza carne suína, passa por defumação lenta e precisa seguir normas que ajudam a preservar suas características tradicionais. Durante o lançamento, também foi anunciada a organização de visitas à fábrica da Olho, em Pomerode, para apresentar ao público o processo de fabricação.

Além da linguiça Blumenau e das receitas inspiradas nela, a empresa produz salsichas, calabresas, outras linguiças e, mais recentemente, salames. Da receita produzida desde 1934 ao picolé servido no palito, o formato muda. A história continua sendo o ingrediente principal.

Foto: Marlise Cardoso Jensen [OBlumenauense]

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